Maternidade: quando colocar os filhos na escola?

Minha experiência: quando coloquei minhas filhas na escola

Hoje em dia uma coisa que escuto muito quando converso com as amigas que tem filhos pequenos é o dilema de matricular ou não as crianças pequenas na escola. Vocês sabem que eu não sou pedagoga, nem professora, sou “só” mãe, mas mesmo assim acho que contar minha experiência pode ser válida pra ajudar alguém. Até porque eu acho difícil ter um certo e errado nessa história, e minha experiência é a prova disso!

Quando colocar seu filho na escola

Laura e Isabela no primeiro ano da escola <3

A influência dos nossos pais

Na minha época era comum as crianças começarem a vida escolar aos 4 ou 5 anos. Antes era mais comum o perfil da família em que só o pai trabalhava e a mãe podia cuidar dos filhos em casa, ou mesmo que os pais trabalhassem era “menos difícil” ter a figura da funcionária doméstica que tinha essa função. Hoje isso é cada vez menos comum, e as crianças estão começando a vida escolar mais cedo, muitas vezes ainda bebês.

O resultado disso é a grande dificuldade em aceitarmos essa realidade, seja pela nossa experiência ou pela influência da geração dos nossos pais, cuja maioria desaprova essa modernidade. Ouvi muitas vezes coisas do tipo:

-“Mãe que coloca filho pequeno na escola é porque quer ficar livre deles”

-“Lugar de filhos pequenos é com a mãe”

-“Crianças que vão cedo a escola ficam traumatizadas depois”

… e muitas outras “frases de incentivo” parecidas com essas.

Quando coloquei a primeira filha na escola…

Eu tinha meu escritório de arquitetura em casa, então mesmo voltando a trabalhar cedo – Laura tinha 3 meses – eu sempre pude acompanhar tudo sem sair de casa. Eu fazia o que podia, pois tinha meu trabalho, mas sempre contei com a super ajuda da família, aka mãe e irmã. A Laura foi para a escola em janeiro de 2009, com 2 anos e 3 meses, e mesmo assim escutei muita gente dando opinião de que foi cedo demais.

Ela ainda era filha única, mas sempre foi muito sociável, sempre fez amizades facilmente. No shopping ou na sorveteria ela sempre se apresentava para a primeira criança que via na frente: “oi, eu sou a Laura, qual seu nome? Vamos brincar?” E eu morria de pena de ver que ela sentia tanta falta de companhias.

Uma coisa é certa: eu a coloquei na escola aos 2 anos e 3 meses muito mais por causa dela do que por minha causa.

Como foi o primeiro dia de aula?

Eu separei toda a primeira semana de aula para ficar na escola no período da tarde, pois é normal que os pais acompanhem a adaptação dos novatos em algumas escolas. Mas no primeiro dia de aula, a Laura me deu um tchau de costas e foi pra sala.

OI????? Como assim? Eu posso voltar pra casa? A diretora até me disse que eu poderia ficar na escola, mas que pela reação da Laura eu poderia ir pra casa tranquila porque tudo estava bem. E desde o primeiro dia de aula até hoje eu penso que foi a melhor coisa que eu fiz pra ela, pois ela sempre foi feliz da vida pra escola.

Quando a segunda filha foi pra escola?

Como eu já disse no outro post sobre a gravidez, com o segundo a gente já não tem mais tanto medo. É mais expectativa do que medo.

A Isabela foi um bebê super tranquilo e saudável, mas ao contrário da irmã, que sempre foi uma maritaca, ela não falava nada. Laura falava de tudo antes mesmo de completar 1 ano, e a Isabela já tinha 1 ano e 7 meses e não falava nem “papá” e “mamá”, nada! Depois de ir ao pediatra e ao fonoaudiólogo fiquei tranquila com os diagnósticos e os conselhos: ela era normal e saudável, só precisava de estímulos específicos, coisa que ela conseguiria na escola. E ela foi matriculada em agosto de 2011, com 1 ano e 9 meses.

Confesso que até eu achei cedo demais, mas estava tranquila por causa de todos os fatores:

-os especialistas aprovaram

-eu já tinha um bom relacionamento com a escola (a mesma onde a Laura estava)

-meu marido e eu concordamos, então não interessava mais o que os outros pensavam

O resultado? A Isabela aprendeu falar tão bem que até hoje ela é a maritaca da família. Até hoje eu olho pra essa faladeirinha e brinco: ” e pensar que eu tinha medo de que ela não iria aprender a falar!”

Tem conselho? Tenho sim senhora!

Se fosse pra eu enumerar tudo que eu penso sobre quando colocar seu filho na escola, seria isso:

-Como é a rotina da criança? Ela tem amiguinhos? Ela tem lugar e hora pra brincar? Ela sente falta de conviver com outras crianças? As respostas para estas perguntas podem indicar se a escola será boa para ela.

-Por mais que você a ame, tem coisas que você não consegue fazer por ela.

-Por mais que os outros pensem e até falem isso, você não é uma péssima mãe porque decidiu matricular seu filho na escola. E nem que ser livrar dele!

-As boas escolas tem atividades excelentes para desenvolver a criança em tudo. Se você já conheceu a escola e confia nos profissionais que estão lá, saiba que seu filho estará muito feliz lá dentro.

-Filhos são uma bênção, mas não há nada de errado em você ter uma vida enquanto eles estão na escola. Pensar nisso também não faz de você a pior mãe do mundo – mas prepare-se para escutar indiretas do tipo.

-Aliás, prepare-se para escutar de tudo. Mas se os pais da criança estão de acordo as opiniões dos outros não terão importância nenhuma. Não fecho os ouvidos para a experiência dos mais velhos, mas depois de um tempo a gente aprende a confiar no que já aprendeu com eles a vida toda.

-Esteja segura da sua decisão e não demonstre pra todo mundo (inclusive pra criança) que você não sabe o que fazer. Isso evita muita “ajuda” disfarçada de “se meter na sua vida”, e seu filho, ao te ver segura, vai se sentir seguro também.

Eu conheço muita gente que nessa fase fica cheia de culpas e incertezas. Não tenho uma resposta certa pra dar a ninguém, nem pra mim, mas sou dessas que acham que no fim tudo vai dar certo pra quem ama e preocupa sempre em acertar.

Veja também: A segunda gravidez é igual a primeira?

 

 

A segunda gravidez é igual a primeira?

Gravidez: teve a primeira e pensa na segunda?

Como mencionei no Facebook do blog, quero falar mais sobre maternidade no blog, afinal de contas se o blog reflete as minhas experiências, por que não falar sobre a maior delas em toda a minha vida, a maternidade? Hoje quero contar pra vocês um pouco do que foram as duas gestações e quem sabe posso ajudar quem esteja nessa situação a pensar um pouco nisso?

Aliás, depois que você finalmente tem o primeiro já deve ter percebido que as cobranças não param. “E aí, quando o fulaninho vai ter um irmão?” Ai,ai… as pessoas… são tão legais, né? 😛

1ª gravidez – um breve histórico

Minha primeira gravidez foi super planejada, eu queria muito e fiquei feliz da vida quando fiz o teste e deu positivo. Senti pouco enjoo, na verdade nunca cheguei a ter náuseas e vômitos, eu só fiquei sem vontade de comer várias coisas, e no primeiro mês cheguei a perder 3 kg.

Só tenho experiências positivas da primeira gravidez: tirando o sono que eu senti nos 3/4 primeiros meses, no restante eu fiquei super disposta, fiz uma reforma na casa para fazer o quarto da Laura, trabalhei MUITO durante toda a gestação. Aliás, entreguei uma obra uma semana antes do parto!

A Laura nasceu 13 dias antes de completar as 38 semanas, que era a data prevista, pois minha bolsa estourou durante a madrugada. No final eu havia ganhado 10kg (na verdade, se contar os 3 que eu perdi então foram 13kg, mas 10kg a mais do que eu pesava quando engravidei), não tive estrias, e o parto (cesárea)e a recuperação foram tranquilos.

A segunda gravidez é igual a primeira?

Laura – 6 meses

 

2ª gravidez – foi igual?

Quando a Laura tinha 2 anos e 7 meses eu descobri que estava grávida de novo. Descobri a gravidez em maio, em um período de muito trabalho. Nem sei como consegui ficar no computador e produzir, pois fiquei muito tempo “navegando em um barquinho“. Já experimentaram? Eu sou dessas que enjoam em carro e em avião. Imaginem em barco! Eu passei 3 meses tontinha, mareada, como se estivesse em alto mar.

Também foi uma gravidez tranquila, mas totalmente diferente: mesmo sem engordar muito durante a gravidez, minha glicose subiu muito e a médica chegou a pensar que eu poderia ter desenvolvido diabetes gestacional. Tive que controlar a alimentação, e eu tive muita dificuldade de terminar a gravidez. Graças a Deus tudo voltou ao normal depois do parto.

No último trimestre eu já não fazia as compras de casa. Meu prédio não tinha elevador e minha irmã e minha mãe se revezavam para levar minhas compras de supermercado, e foi muito difícil controlar o ciúmes da Laura, que queria colo e nem sempre eu podia dar…e as estrias que não vieram na primeira barriga, apareceram na segunda 😛

A Isabela iria completar 38 semanas no dia 30 de dezembro, mas na metade de novembro eu comecei a sentir muitas dores, e em uma delas eu achei que ela iria nascer ali mesmo, no meio da cozinha!!! Fui à médica no dia seguinte e ela me colocou de castigo. Em casa, deitada, sem ir a lugar nenhum até o bebê nascer, e ainda faltava um mês e meio… Mas não consegui segurar muito:a bolsa rompeu de novo e a Isabela nasceu no dia 26 de novembro, ou seja, com 8 meses. Ela ficou na UTI devido a imaturidade do pulmãozinho, o que foi uma experiência terrível, pois saí da maternidade deixando meu bebê no hospital. Frustração define…

A segunda gravidez é igual a primeira?

Entrando no bloco cirúrgico para ter a Isabela

O melhor da segunda gravidez é não se assustar com mais nada, pois mesmo sendo uma experiência diferente, já é um terreno conhecido.

A minha experiência X a experiência dos outros

Ô coisa chata e difícil é você ser inexperiente e ter que ouvir todo mundo falando uma coisa diferente. Não que eu esteja desprezando a experiência das outras pessoas, mas muitas vezes elas não respeitam a sua vontade de passar por aquele momento do seu jeito, com as suas escolhas. Durante uma gravidez se escuta de tudo um pouco, das dicas mais simples e proveitosas até as mais absurdas e ultrapassadas – sim, nem toda dica da vovó serve pra você – e haja paciência para peneirar todas elas.

Hoje em dia quando eu encontro alguma amiga grávida eu sei muito bem o que falar e o que não falar. Primeiro: só dou minha opinião a respeito de alguma coisa importante (parto, amamentação, etc) se ela pedir. Segundo: só falo coisas agradáveis como: fique tranquila, vai dar tudo certo, não é bicho de 7 cabeças, não fique ansiosa, coisas assim. E não estou mentindo nem enganando, eu acho isso mesmo.

A segunda gravidez é igual a primeira?

Isabela na UTI neonatal

Se você já teve o primeiro e tem dúvidas se quer o segundo…

Não quero convencer ninguém, pois cada um sabe da sua vida, mas algumas coisas eu posso dividir com vocês:

-a Laura me deu muito trabalho na amamentação e na questão do sono. Eu achei que não daria conta de um segundo filho porque passaria por aquilo tudo de novo…mas para minha surpresa não foi.

-uma gravidez não será necessariamente igual a outra, nem o filho será igual, nem a experiência será a mesma. Nada na maternidade segue um roteiro.

-se eu me preocupava em como sustentar um filho, imagine dois. Mas hoje eu vejo que nós simplesmente mudamos o foco e as prioridades, e as coisas acontecem. Ninguém vai sair parindo um monte de filho achando que no final tudo dá certo, mas também acho que deixar de ter somente por causa da questão financeira pode ser frustrante. Se a pessoa realmente quer, ela vai lutar pra isso. Isso serve pra casamento, trabalho, tudo!

-quando você tem o segundo filho você já está mais esperta e não comete os mesmos erros. Pode até cometer novos erros, mas não os mesmos! 😀 😀 😀

Enfim, isso é uma decisão das mais importantes na vida do casal (isso quando não vem de surpresa!!!) mas não é questão de ninguém influenciar ninguém. O máximo que podemos fazer é deixar nossa experiência, e a que eu tenho é muito positiva, pois acho muito legal essa relação de irmãos – eu tive e queria que a minha filha tivesse também.

Eu conheço muitas mamães que tiveram seus bebês há pouco tempo e devem estar no meio dessa indecisão… estou certa?

Conta aí!!!

 

 

 

 

 

Obras de arte que retratam a maternidade

Arte: a maternidade sob o olhar de artistas contemporâneos

Sim, esta semana eu estou com a maternidade à flor da pele. Curtindo minhas “crias” como nunca, olhando filmes e fotos dos meus nenéns, tendo saudade daquela barriga linda – sim, sou dessas que ama uma barriga de grávida e acho a coisa mais linda do mundo. Reuni algumas obras de arte que retratam um pouco deste sentimento, me encantei com várias delas e escolhi algumas para deixar aqui.

Curta comigo…

Maternidade em obras de arte Alice In Wonderland - George Dunlop Leslie

Alice In Wonderland – George Dunlop Leslie

 

Beautiful Sitting - Gioia Albano Maternidade em obras de arte

Beautiful Sitting – Gioia Albano

 

Before The School - Colin Bootman - Maternidade em obras de arte

Before The School – Colin Bootman

 

Genitrix Nº6 - Mark M Mellon - Maternidade em obras de arte

Genitrix Nº6 – Mark M Mellon

 

Madonna and Child - Patricia Brintle - Maternidade em obras de arte

Madonna and Child – Patricia Brintle

 

Mother and Boy - Mary Stenvenson Cassatt - Maternidade em obras de arte

Mother and Boy – Mary Stenvenson Cassatt

 

Motherhood - Guri Stark - Maternidade em obras de arte

Motherhood – Guri Stark

 

Motherhood - Louis Emille Adan - Maternidade em obras de arte

Motherhood – Louis Emille Adan

 

Mothers Love - Greg Olsen - Maternidade

Mothers Love – Greg Olsen

 

The Cradle - Berthe Morisot - Maternidade

The Cradle – Berthe Morisot

 

Todas as obras acima, e centenas de outras, estão a venda no site fineartamerica.com, podendo ser enviadas para o Brasil.

O que acharam?

Onde estão os pais?

Hoje o post é um desabafo de mãe. Se servir de alerta para pelo menos 1 pessoa já fico bem feliz…

Nas últimas semanas tem acontecido algumas coisas aqui em casa. Refletiu até nas minhas postagens aqui no blog, pois não andei tendo tempo nem cabeça direito…

Minha filha mais velha tem 7 anos, e tem sido bombardeada na escola: os colegas, da mesma idade, ensinaram todos os palavrões que existem no mundo, e contaram tudo sobre sexo do pior jeito possível para uma menina de 7 anos que ainda não tinha nenhum tipo de despertamento para o assunto.

Uma vantagem eu tenho: minha filha me conta tudo e pergunta tudo, e as coisas que andei escutando nas últimas semanas foram de arrepiar. Eu até já estava preparada para falar sobre o assunto com ela quando fosse necessário – e até já tinha respondido uma ou outra curiosidade normal da idade – mas o nível, aliás, o baixíssimo nível das coisas que ela andou ouvindo me impossibilitou totalmente de fazer as coisas do meu jeito.

Eu não tenho nem coragem de mencionar aqui, mas para vocês terem uma ideia pensem num conteúdo de filme pornográfico, ou desses programas de TV de baixo nível que tem todo tipo de palavrão e insinuações pornográficas que provavelmente no seu tempo de criança, principalmente com 7 anos, seus pais jamais deixaram que você visse (se você é do meu tempo, pois meus pais não deixavam naquela época).

pare o mundo que eu quero descer

 

Claro que eu já fui na escola, tive reunião com a diretora, professora, conversei com alguns pais, enfim, parti para a ação e fiz o que estava ao meu alcance, fora da minha casa.  E a escola também está fazendo sua parte, pois todos concordaram comigo que não é normal ouvir de crianças de 7 anos o tipo de baixaria que estamos ouvindo em casa. Mas minha ação e a ação da escola tem um alcance limitado, pois chega uma hora em que dependemos de outra ação: a dos outros pais. Toda essa confusão começou por causa de 2 crianças. Duas crianças conseguem inflamar uma sala inteira, ainda mais com um assunto tão cheio de novidades quanto esse, vocês podem imaginar. Descobrimos que elas tem tido acesso a programas de TV totalmente inapropriados para a idade, e tem acessado todo tipo de sites na internet. Imaginem o tipo de coisa que elas tem visto…

E aí, os pais que estão atentos à vida do filho, que controlam o que eles vêem na TV, que controlam o uso da internet, que ensinam, investem seu tempo, sofrem as consequências dos pais que não fazem nada disso.

 

quanto custa seu tempo

 

Não estou julgando, cada um sabe de suas necessidades e os motivos que fazem com que fiquem fora de casa o dia todo. Ultimamente eu tenho tido o privilégio de acompanhar melhor as minhas filhas e sei que esta não é a realidade da maioria das mulheres – mesmo que muitas delas não por necessidade, mas por escolha – mas alguma coisa precisa ser feita. Crianças não podem ser entregues à TV, internet, facebook, e a educação não pode ser delegada à escola. O papel dos pais é o maior e mais importante, e tem sido entregue a todas essas coisas e o resultado está aí. 

 

Há alguns meses, esta mesma filha chegou em casa me pedindo para ter um perfil no Facebook. Eu expliquei que não podia, que isso era coisa pra adultos. Ela contestou, dizendo que os colegas dela tinham. Mas como? Com 7 anos?

Eu expliquei que o site tem uma regra que diz que só pode se inscrever com 13 anos, no mínimo. No outro dia, ela voltou pra casa me contando que não tem problema, eu poderia inscrevê-la no Facebook sim, que os colegas dela mentiram a idade, e muitos deles tiveram seus perfis feitos pelos próprios pais.

Agora eu pergunto: você iria gostar que seu filho mentisse a você, dizendo que está na casa de um amigo estudando mas na verdade ele foi a uma festa que você havia proibido? Você quer confiar no seu filho, sabendo que pode confiar nas coisas que ele vai te contar no futuro?

Se você quer que seu filho seja sincero com você, como pode ensiná-lo que pode mentir a idade para obter um perfil no Facebook? Ah, isso é muito pouco, isso não tem importância? Comece por aí, nas pequenas coisas, e quando as grandes vierem ele não irá reconhecer a diferença entre uma coisa e outra.

As crianças não tem culpa de nada, pelo contrário, tem sido as vítimas. Os pais, cheios de boas intenções, querem dar o melhor, proporcionar as melhores viagens, dar os melhores brinquedos, pagar pelas melhores roupas, mas esquecem de que para usufruir de tudo isso precisam construir primeiro o menino, que é o pai do Homem, como disse Machado de Assis.

 

Quanto a mim, depois do susto, parti para a ação. No meu caso, que sou cristã, parti para a oração e ação: eu tenho certeza de que os princípios que passo para as minhas filhas não serão sufocados por tudo que elas aprenderem no mundo que vão enfrentar. Eu creio nisso pois foi esta a minha experiência, eu cresci vendo muitas coisas mas não participei delas. Mas sinto muito, muitíssimo, pelas crianças que não terão seus pais nessa empreitada. Tenho conversado muito com a Laura, tenho visto como ela tem reagido – algumas vezes me sinto orgulhosa, em outras, fracassada, mas essa montanha russa faz parte da arte de educar, já percebi – mas estou certa de que amor nunca é demais, e o tempo investido na minha filha terá um retorno no tempo certo.

Eu poderia estender este post, mas vou parar por aqui, precisava fazer este desabafo que também é um alerta. Aliás, estou enxergando toda essa situação como um alerta também, pois hoje certamente estou ainda mais atenta à minha filha do que estava há um mês, certamente. O estrago que já está feito, está feito, eu gostaria de ter tido o direito de ensinar esse assunto para ela do meu jeito, mas eu ainda tenho tempo e principalmente disposição para resolver essa situação da melhor maneira daqui pra frente. Eu só desejo, do fundo do coração, que as outras crianças também tenham esse privilégio de ter alguém por perto nesses momentos em que elas mais precisam…

 

 

 

 

 

Como curar seios rachados na amamentação

Seios rachados na amamentação – receita caseira que funciona para cicatrizar!

Ah, se alguém tivesse me dado esta dica logo no início, quando tive minha primeira filha e meus seios ficaram rachados, sangrando e doloridos! Amamentei a Laura desde que ela nasceu, o que foi ótimo, graças a Deus. Mas não vou esconder de vocês que sofri bastante no começo: os seios novinhos, aquela pele fininha e macia não aguentava por muito tempo a fome do meu bebê.

 

Recebi várias orientações durante a gravidez de ir passando uma bucha nos seios, na hora do banho. Eu fiz isso, mas não adiantou… A intenção era fazer com que a pele fina fosse ficando mais forte e grossa para aguentar o tranco que estava por vir.

Seio rachado na amamentação é normal, acontece com frequência!

O fato é que quando o seio ficou ferido a coisa ficou feia: sangrou, doeu bastante, e não dava tempo de melhorar até a próxima mamada, e ela mamava assim mesmo. Recebi várias receitas médicas de pomadas, cremes, tudo que vocês pensarem, e nada. Sem falar que pomadas deixavam gosto! Até que uma pessoa abençoada – não me lembro mais quem foi, acreditam?- me receitou a única coisa que resolveu meu problema:

Como curar os seios rachados pela amamentação

O nome do santo remédio: salsinha.
Descobri a verdadeira vocação da salsinha, que eu considerava só um bom tempero: ela é altamente cicatrizante!
A receita não poderia ser mais simples: pegue as folhas da salsinha e amasse bem, deixe-a bem macerada, pode usar aquele socador que se usa para amassar o alho, funciona muito bem. E só!
Aplique sobre os mamilos, ela estará úmida por ter sido amassada, e deixe lá até você perceber que a dor passou, e então ela já deverá estar seca. De uma mamada para outra já resolve, é um milagre.
Até eu descobrir esse milagre foi um sofrimento, viu? Quando minha segunda filha nasceu o estoque de salsinha já estava pronto, só que aí não me machuquei tanto. Se tivessem me falado isso antes, eu teria poupado muito sofrimento!
Mas agora não é segredo mais: repasse para as futuras mamães que vocês conhecem!
Como curar seios rachados na amamentação

Dermatite Atópica (ou: uma mãe e muitas informações)

Sempre tive pele sensível, mas nada que chegasse perto de uma dermatite atópica. Fui conhecer o termo e tentar saber do que se trata essa “doença” (?) quando minha filha caçula apresentou os sintomas bem novinha.

Aliás, minha filha mais velha também, em algumas ocasiões, chegou a ter o diagnóstico de dermatite atópica também, mas os médicos não foram unânimes em identificar o que foi o caso dela, mas já melhorou.

Não vou dar definições científicas aqui pois não sou médica, nem pesquisadora, não conheço tão a fundo. E a proposta do blog nem é essa. Quero deixar aqui algumas experiências que aconteceram comigo acompanhando o histórico da minha filha pois acho que muitas mães podem se identificar, principalmente se estiverem se sentindo perdidas!

-já fomos a N pediatras e N dermatologistas, e muitas informações não casam. Raras exceções, em um ponto ou outro.

-uma pediatra foi taxativa: eu deveria proibi-la de comer tudo que tivesse corante amarelo ou vermelho, tudo que fosse industrializado, fora o que todo pediatra já condena: doces, refrigerantes, chocolates, etc. Eu perguntei: mas e quanto a escola? E aniversários? É comum ter um docinho, um pirulito, uma coisa fora da rotina. A resposta: quando tiver aniversário não leve, ou vá buscar a criança na escola antes de algum evento desses, o importante é a saúde dela.

Ok, eu realmente não tenho como hábito ter refrigerantes, balas, pirulitos, chips em casa, mas às vezes acontece, e eu não proíbo. Não compro refrigerante na minha casa, mas quando vamos a um aniversário minhas filhas tomam o que tiver, eu não proíbo.

Não levei a essa pediatra mais.

-outro pediatra disse que eu só precisaria tirar alguma comida do cardápio se eu perceber alguma reação e identificar que o causador é o alimento;

-dermatologista 1: use só sabonetes glicerinados (indicou o da Granado)

-dermatologista 2: nunca use sabonetes glicerinados. Só os brancos (indicou os da Nivea)

-dermatologista 3: evite sabonetes. Quando tiver alguma feridinha então, nem pensar.

De tudo o que ouvi, das opiniões que se confirmaram na prática e que não se confirmaram, ficaram algumas experiências que considero úteis:

Dermatite atópica não é alergia, mas a resposta da pele de um atópico é semelhante a alergia. O tratamento, na verdade, não é para cura, mas para conforto da pessoa: a pele pode coçar, ou dar uma sensação de queimada, ou descama, então aliviar os sintomas é dar mais qualidade de vida.

-Produtos? O mínimo. Não dá pra encher uma criança atópica de produtos. Mas 2 eu não dispenso:

Cetaphil Restoraderm: o único hidratante que passo na minha filha. Só que: quando há alguma erupção, algum machucadinho, arde, então não posso passar quando ela coça demais a pele e fica marcadinho. Por outro lado, quando a pele está hidratada, dificilmente coça.
Tem mais creme hidratante para dermatite atópica aqui no blog, leia!

 

Água termal (a da foto é Vichy, mas uso qualquer uma das 3: Vichy, La Roche e Avene). Água termal alivia demais quando a pele está com algum tipo de incômodo como ardência ou coceira. Para evitar que ela coce, eu borrifo água. Dá aquela sensação gostosa de refresco, e alivia na hora.

Só esses dois produtos eu uso com frequência, além do filtro solar quando ela se expõe ao sol. Uso os da Banana Boat, e graças a Deus ela nunca teve reação a eles.

-quando eu me mudei pra cá todo mundo (inclusive eu) ficou preocupado em como seria a reação da pele da minha filha em relação ao calor. Achei que seria o caos, mas graças a Deus não foi. Não sei se é regra ou exceção, só sei que apesar do calor a pele está ótima. Eu tenho pra mim -que ninguém me ouça – que a água do mar fez bem pra ela. Ela estava com umas manchinhas na dobra das pernas e dos braços e eu resolvi levá-la a praia em horários ótimos, em que o sol é anti-inflamatório: de 8 às 10 da manhã, com filtro solar, e ela entrava na água do mar… sumiu tudo, e está tudo bem com ela. Nenhum médico me mandou fazer isso, só fiz porque achei que seria bom pra ela, e deu certo. Claro, fiz com muito cuidado, nos horários certos, com proteção (filtro, boné).

Enfim, quero deixar um recado para quem estiver na minha situação: se você está se sentindo perdida, ouvindo informações desencontradas, parece que é assim mesmo. Normal ninguém se entender! Mas dá pra controlar, dá pra levar uma vida normal e sem stress, mas acho que a observação diária é a melhor opção, assim você consegue saber o que evitar e o que fazer, de acordo com a reação da criança. Porque se nós ouvirmos todo mundo cada hora iremos pra um lado! No meu caso, eu busquei todas as informações com os profissionais disponíveis, pediatras e dermatologistas, segui as recomendações que me atenderam, e as que não atenderam…não segui.

Que fique bem claro: eu não dispenso a ajuda de especialistas, viu? Tanto é que recorri e recorro a eles sempre! Só quis deixar minha experiência pois vejo que muitas pessoas tem muitas informações desencontradas, e acho que toda experiência bem sucedida é válida.

E você, também passa ou já passou por isso? Pode me contar nos comentários, vamos trocar ideias pois essa troca de experiências pode ajudar muito nesses casos.

Dica de Livro O que Esperar quando você está esperando

O que esperar quando você está esperando – melhor livro para grávidas

Lembrei de uma coisa que ainda não falei aqui no blog: a minha bíblia para grávidas!

No começo de 2005 eu comecei a planejar ter filhos, mas meu marido custou a aceitar a idéia, rsrs…
Só sei que eu passei aquele ano todo às voltas com as gravidezes de três amigas, inclusive ajudando a fazer os quartos dos nenéns, etc. Foi como um cursinho pré-vestibular!

No Natal daquele ano, uma dessas amigas me presenteou com esse livro:

Livro o que esperar quando você está esperando

E em fevereiro de 2006 eu descobri que estava grávida.
Foi muito bom, pois eu lia e relia o livro toda hora que precisava! Eu nunca pensei que grávida pudesse passar por tanta coisa, e o livro mostra tudo o que acontece com a gente nessa época. Já emprestei meu livro para muitas grávidas, e todas falam a mesma coisa: o que seria de mim sem esse livro?

Muitas vezes, durante a gravidez, ficamos sem saber se o que temos é normal, porque acontece isso ou aquilo. Coisa que só quem já engravidou entende. E eu tive uma gravidez completamente diferente da outra: enjoei em uma, e na outra não, perdi peso, ganhei peso, não tive estria, tive estria, tive azia, não tive azia… enfim! Muitas vezes me surpreendi ficando tranquila com as explicações que o livro me dava, e não precisava ficar ansiosa com a próxima consulta. Não que eu ache que ele substitua o médico, só que não dá pra ligar pro médico a cada espirro, então o livro é realmente muito útil.

Li muitas coisas na época, mas esse é a única leitura que eu realmente indico.

Alguma grávida aí?

Anote essa dica! Depois me conte…

Aplicativo anti-neném!

Adorei isso!

Eu sou uma tristeza pra lembrar de tomar minha pílula, foi Deus que me fez ter só as duas filhas que eu planejei mesmo, hehe.

Agora, a Atroveran (aquele remedinho famoso anti-cólicas) lançou um aplicativo pra Iphone que ajuda a lembrar de tomar a pílula nos dias certinhos, olha só:

Ele se chama “Minha Pílula” e é gratuito, para Iphone.
O interessante é que ele não é só um despertador, pois ele leva em conta a quantidade de pílulas da cartela e os dias de pausa. Gente, eu preciso disso…hahahahahaha

Gel dental infantil Weleda

Gel Dental Weleda é o mais recomendado pelos dentistas e pediatras

Conheci o Gel Dental Weleda infantil quando comecei a me preocupar com os primeiros cuidados com os dentinhos da minha 1ª filha. O pediatra foi enfático em receitar o gel dental da Weleda, e pra falar a verdade foi o único que ele receitou.

Gel dental infantil Weleda

O que o Gel Infantil Weleda tem de diferente?

Segundo a Weleda, o Gel não tem flúor e nem mentol, que as crianças menores geralmente não gostam. Aliás, elas costumam gostar de pastas de dentes doces, mas essa da Weleda não tem açucar. Ela tem um sabor natural de erva doce e hortelã, bem agradável.

O Flúor não é indicado para as crianças menores, até porque elas engolem uma parte da pasta de dente e não faz nada bem engolir essa substância (imagina a quantidade, já que ela vai “escovar” os dentes após as refeições). Ele foi desenvolvido especialmente para que, caso seja engolido, esses ingredientes não façam mal aos pequenos. Ao ser usado diariamente elimina a placa bacteriana e protege contra as cáries.

Fórmula do Gel Infantil Weleda

Acho legal colocar a fórmula aqui pois os pais podem se preocupar com os ingredientes dos produtos que usam nas crianças (eu pelo menos sou assim):

Glicerina  Água  Sílica  Algina  Extrato da flor de Calendula Officinalis  Óleo de Prunus Amygdalus Dulcis  Esculina Aroma  Limoneno

Livre de fragrâncias artificiais, matérias-primas derivadas de óleos minerais, corantes e conservantes sintéticos.

Eu me lembro que na época quase caí de costas com o preço: R$18,00 em uma pasta de dente! E hoje ainda está mais cara, custa R$21,40. Perguntei para algumas pessoas qual era a pasta de dente que elas usavam em seus filhos pequenos e todo mundo falava a mesma coisa: que o pediatra tinha receitado a da Weleda! Algumas pessoas preferiram não seguir a orientação do pediatra e compraram outras marcas, e outras compraram ela mesmo. E as que compraram falaram que era uma pasta muito boa, que as crianças não rejeitaram.
Eu acabei comprando pra minha filha também, mesmo tendo vontade de chorar com o preço!
O fato de este gel não ter nenhum aditivo sintético, ou seja, ser 100% orgânico, me ganhou. No caso dos bebês, que acabam ingerindo a pasta, isso acaba sendo muito importante.
Vejam a nota que está no site da Weleda:
“Um estudo feito pela USP indicou que as crianças entre 2 e 3 anos ingerem aproximadamente 60% da quantidade de pasta ou gel dental colocado na escova. Isto aumenta a possibilidade de a criança ter fluorose dentária. A fluorose provoca manchas nos dentes que não saem mais. Além disso alguns componentes sintéticos à fórmula da maioria dos cremes dentifrícios também podem causar outros problemas. Estudos sugerem que alguns detergentes utilizados causam descamação oral e afta ulcerosa. O Gel dental Infantil da Weleda não contém qualquer aditivo sintético ou químico, indicado para a fase de “dentes de leite” e para crianças que ainda não sabem cuspir e acabam ingerindo o produto”
Portanto, mamães e papais, os pediatras tem seus motivos em indicá-la, e vale a pena.
Muitas pessoas tem aderido a moda dos cosméticos 100% orgânicos, o que é uma proposta muito interessante também. Estou com algumas amostras da Weleda e depois volto aqui pra contar o que achei!
Beijos!!!

 

Passeios com crianças em BH

Como mostrei no post anterior (Férias com as crianças) , estamos curtindo as férias das crianças e sempre que tivermos algumas idéias vamos colocar aqui como um incentivo para que vocês também façam coisas legais com seus filhos.

Sei que nem sempre é possível conseguirmos nossas férias junto com eles, mas quem puder, vale um tempo de qualidade com os pequenos!

Parque Ecológico Pampulha

Onde passear com as crianças BH - Parque ecológico

Este é o Parque Ecológico da Pampulha, em BH. É uma área verde dentro dos limites da Lagoa da Pampulha, totalmente aberto e livre pra criançada se soltar.
Tem ciclovia, área para soltar pipa, caminhar, fazer piquenique, ou simplesmente correr ou deitar debaixo da sombra das árvores.
Aqui em BH tem feito um pouco de frio, mas pelo menos o céu está “azulzim” e você consegue se esquentar um pouco no sol (sem se esquecer do filtro!).
Também tem um espaço de convivência com lanchonete, banheiro, local de exposição de artes, então mesmo se você não levar lanche de casa você tem a opção de comer lá.
Onde passear com as crianças BH - Parque ecológico
O parquinho de diversões tem brinquedos de madeira que na minha opinião são os melhores para crianças, pois são daqueles da nossa infância que estimulam a criança a pular, escalar, subir – eventualmente cair – e sem falar que são uma ótima oportunidade de convivência com outras crianças. Cada criança que chega lá já vai se enturmando com as outras que nem conhece, divide os brinquedos, faz comidinha e monta castelinho com as areias, pedras e matinhos… não tem coisa melhor!

Se você é mãe provavelmente já faz tudo o que colocarei nas dicas abaixo, mas vou colocar assim mesmo!
Vai que tem algum tio querendo passear com os sobrinhos, ou algum adulto (leia-se pai) que não está muito acostumado a sair com criança e está lendo esse post, né?  🙂

Dicas – Parque Ecológico Pampulha

-Mesmo que você não leve lanche de casa e vá comer por lá, leve pelo menos uma garrafa grande de água. Mesmo em tempo frio a criança deve se hidratar muito quando brinca muito tempo ao ar livre assim, pois corre mais do que o normal!

-É sempre bom ter um saquinho para juntar o próprio lixo. Mesmo que tenha lixeiras por lá, evita que você saia procurando por uma toda hora que precisar.

-Informe-se na portaria quais são os locais permitidos para soltar pipa, jogar bola ou fazer atividades diferentes. Geralmente há uma setorização dessas atividades para que não atrapalhe as pessoas que estão somente descansando ou com crianças menores.

-O tal do lencinho umidecido costuma ser o melhor amigo dos pais nesses passeios, não duvide! Toda hora você vai precisar deles…

-Se você tem criança pequena, leve brinquedos de plástico para brincar com areia e pedrinhas: baldinho, pá, panelinha, pratinhos, colheres, etc.

-Um forro para deitar na grama também não é nada mau…

-Se você estiver pensando em sair de casa com a menor bagagem possível… boa sorte. Ou desista!!!!

Beijos!!!

 

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