Cirurgia para tratar a celulite de alto grau

25 de novembro de 2014 8 Por Luciana Vilela

Você sabia que existe cirurgia para casos de celulite de alto grau?

Eu recebi esta pauta de uma assessoria e achei muito interessante. Eu não sabia disso, e achei muito legal colocar aqui como informação para quem pesquisa sobre o assunto, afinal o blog é pra isso mesmo! Se o seu problema é celulite de alto grau, veja essa possibilidade:

 

Cirurgia para celulite de alto grau

Cirurgia para tratar a celulite de alto grau
Tratamentos estéticos funcionam bem em casos de ondulações leves, mas quando o problema atinge grande intensidade, deixando a região com aparência acolchoada, a cirurgia aliada à lipoaspiração melhora em até 80% o aspecto da pele e resgata a autoestima feminina
O número é espantoso: 9 em cada 10 mulheres têm celulite. O problema está relacionado a questões genéticas, fatores hormonais, má nutrição celular, peso e sedentarismo, entre outras causas. A celulite surge devido a depósitos irregulares de gordura associados a alterações na microcirculação, provocando aumento do tecido fibroso. O resultado surge por meio de saliências ou depressões, que se manifestam na região das nádegas, pernas, braços e abdome. Para tratar o problema é importante considerar vários fatores, especialmente, em qual estágio a celulite se encontra. “A cirurgia é indicada em casos mais avançados, isto é, graus 3 e 4, quando as pacientes já apresentam distúrbios circulatórios sérios, ocasionando nódulos ou depressões muito intensas”, afirma Márcio Castan, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “O procedimento é de certa forma rápido e pode ajudar a resolver um incômodo e uma insatisfação pessoal. Há relatos na literatura médica mostrando que essa técnica, quando associada à lipoaspiração convencional, melhora em 80% o aspecto da pele. Então, com uma intervenção cirúrgica, relativamente simples, estamos devolvendo a autoestima para as pacientes, muitas vezes prejudicadas por esses furinhos tão inconvenientes”, complementa o médico.Conheça todos os detalhes da cirurgia:

Procedimento
É realizado por meio de pequenas incisões, onde serão introduzidas cânulas semelhantes às de lipoaspiração, porém com pontas diferenciadas e cortantes. “Quando introduzidas sob pele rompem os septos fibrosos (que dão o aspecto de casca de laranja), funcionando como se estivéssemos cortando o barbante que segura os botões de almofadas. Após este rompimento, fazemos uma manobra de deslizamento em direção ao orifício de entrada da cânula, permitindo, assim, a retirada do excesso de gordura, bem como sua redistribuição. Além disso, o trauma cirúrgico poderá causar hematomas que ajudarão a preencher os buraquinhos prévios e estimulará a formação de colágeno na área”, explica o médico.

Anestesia
Dependerá, principalmente, da dimensão do local a ser tratado. Pode-se utilizar anestesia local para pequenas regiões; e peridural ou geral, para pacientes que demandem tratamento numa área mais extensa.

Como fica o local
A área tratada, em razão do trauma, ficará avermelhada num primeiro momento e, a seguir, com hematomas, que serão absorvidos pelo organismo, bem como edemaciada – como num pós-operatório de lipoaspiração. “A dor varia de pessoa para pessoa, porém, como um procedimento cirúrgico e de certa forma invasivo, com incisões e descolamento de tecidos, invariavelmente, causará algum grau de desconforto para a paciente”, avisa o Dr. Castan.

Pós-operatório
Este período exigirá uso de compressão elástica e realização de drenagem linfática. Geralmente, em 7 dias a paciente já pode voltar ao trabalho, mas precisará aguardar um tempo maior para dirigir e praticar exercícios físicos. A exposição ao sol estará liberada após desaparecimento dos hematomas.

Cicatriz
“Como todo procedimento onde há uma agressão ao organismo, mesmo que controlada, haverá cicatriz, uma vez que através dela o ser humano responde a um trauma. O fato positivo é que serão marcas pequenas, localizadas no local onde foram introduzidas as cânulas”, conta o cirurgião.

Resultado
Não são imediatos, assim como em qualquer outro procedimento cirúrgico, pois o organismo precisa se reestruturar para sua nova conformação. O efeito depende, também, da qualidade da pele e da sua capacidade de retração. Em termos gerais, após 3 meses já se nota uma melhora significativa, mas o resultado final se dará entre 6 e 12 meses.

Riscos
Assim como qualquer outro procedimento cirúrgico, este também apresenta alguns riscos. Entre os principais, infecções e sangramentos, razão pela qual se reduz a indicação a casos avançados.

Manutenção
Como qualquer cirurgia plástica estética o resultado não é definitivo e sua duração depende de cuidados adotados pela paciente. “Ela deverá adotar hábitos mais saudáveis, como alimentação balanceada associada a exercícios regulares e, de preferência, supervisionados. Sabemos que a celulite ocorre muito em razão de retenção hídrica, assim, sessões regulares de drenagem linfática podem ajudar na manutenção dos bons resultados obtidos com a cirurgia”, finaliza Márcio Castan.

A celulite e sua classificação
Grau 1 – leve: neste estágio, não há ondulações na pele, mas os furinhos aparecem quando se comprime firmemente a região.
Grau 2 – aparente: embora discretos, furinhos e ondulações são visíveis sem a necessidade de se pressionar a região afetada. Produz o chamado “aspecto de casca de laranja” na pele.
Grau 3 – intensa: a pele apresenta gordura localizada e flacidez, o aspecto de casca de laranja é aparente mesmo sem compressão local e pode-se notar inchaço e nódulos.
Grau 4 – severa: apresenta as mesmas características do grau 3, mas com maior intensidade. Além do aspecto acolchoado, a pele mostra depressões, as pernas ficam pesadas e pode haver sensação de cansaço.

Fonte: Dr. Márcio Castan, cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pós-graduado em Dermatocosmiatria.