Quem nunca viu aquele bumbum branquinho da propaganda da Coppertone?
Outro dia vi uma capa da GQ italiana com a Kylie Minogue na capa. Claro que a primeira coisa que me chamou a atenção foi a Kylie, com 46 anos e esse corpinho…mas logo percebi que a capa havia sido inspirada no famoso anúncio da Coppertone, que acabou virando um símbolo da marca.
Interessante com uma imagem fica associada ao produto dessa forma. A história da Coppertone começou na década de 40, com um farmacêutico que criou a fórmula para que os soldados que estavam na guerra. Seu produto deixava o tom da pele acobrado, daí o nome Copper = cobre + Tone = tom, cor. Em novembro deste ano a Coppertone irá completar 70 anos! Mas a garotinha do bumbum branquinho, conhecida com Little Miss, apareceu pela primeira vez em 1953, acompanhada do slogan: Don’t Be a Paleface (não seja um cara-pálida), e depois Tan, don’t burn, use Coppertone (bronzeie-se, não se queime, use Coppertone).
A marca chegou ao Brasil em 1960, e Little Miss veio também, mas hoje em dia ela não mostra mais o bumbum: foi reformulada devido aos novos conceitos da propaganda em relação à nudez, exposição ao sol, enfim, tempos modernos. Entendo, apesar de não saber se acho bom ou ruim nesse caso, porque agora ela é assim:
Hoje ela não aparece tão bronzeada, e o bumbum não aparece mais.
Mas isso não impede que até hoje essa imagem seja imitada por famosos em fotos bem divertidas:
Na sequência: Carmen Electra, Jim Carey, Kylie Minogue e Paris Hilton fazendo suas versões da Little Miss.
Adoro esses casos de publicidade bem sucedida, acho incrível essas imagens que ficam durante anos no imaginário das pessoas lembrando um produto. E vocês?







Oi Luciana.
Primeiro fazem uma verdadeira lavagem cerebral marqueteira para as sociedades detestarem a cor que tem, nesse caso a pele alva, que virou sinônimo de gente mal sucedida ou pobre.
Depois, com a caca feita, o câncer de pele entupiu os Hospitais e criaram os bloqueadores para… deixar a pele menos torrada!
E pessoas como eu, branquinhas toda-vida, passaram a vida tentando ter uma cor que jamais teriam. Ainda bem que sempre fui resolvida e nem ligava para isso, mas ser adolescente branco/a no final dos anos 70 e 80 foi um martírio que poucos aguentaram. Ainda mais em terras cariocas =0(
Beijos mais
Paula, sempre comentei isso com as pessoas: tem preconceito com quem é branco também, por incrível que pareça. Eu sempre ouvi comentários do tipo: nossa, vc é muito branca – como se a pessoa estivesse querendo falar que pareço doente. Mesmo gostando de um solzinho de vez em quando, não dá, eu não me bronzeio. Nem quero! E vc tem razão, parece que o grande negócio é nos fazer ficar insatisfeitas com tudo que é o nosso jeito natural, para termos então que tomarmos providências… Sei bem como é!
Ixi, sempre fui a branquela, rsrs. Quando ia a praia (muito raramente), diziam que o sol chegou, pois a minha brancura era tanta que reluzia o universo……eu ficava fula da cara, mas sabe que eu gosto de me ver toda branquinha, sem nenhuma marquinha? Tô nem aí, rsrs.
Mas falando da propaganda, ai que delícia ver essas propagandas antigas, sinto saudades do peladinho da cotonete Johnsons, do Papel Primavera, Bala de Leite Kids, Café Seleto….e tantas outras que ficaram na memória….doces lembranças de menina.
Beijocas
Imagem clássica, tão fofa aliás! Fico impressionada com esses publicitários/ilutradores que conseguem este feito tão difícil de associar uma imagem a um produto por tanto tempo. Talento, um pouco de sorte, enfim!! Lembrei até da Gina, rs. Bjo
Essa imagem é criação do já falecido desenhista americano Art Frahm, que teve seu auge nos anos 40 50 e 60. Ele se caracterizou por desenhar pin ups em situações constrangedoras, onde, usando elegantes saias ou vestidos, suas calcinhas simplesmente despencavam pelas pernas, causando enorme desconforto (e muitos risos!) diante de todos. Quem quiser conferir é só digitar no seu navegador “pin up panties down” (não tem nada em português) e o estilo de Frahm tambem já foi bastante copiado, embora sem o mesmo sucesso da marca de bronzeador 🙂