Cosmético caro vale a pena? Como decidir comprar ou não?

Cosmético caro vale a pena? Cosmético caro x barato – como definir o que comprar?

Sempre leio algo como: “que cosmético caro! Que preço absurdo! Vale a pena comprar esse cosmético caro desse jeito?” ou então: “você só usa cosmético caro”. Resolvi fazer um vídeo para falar sobre isso, espero que vocês gostem! Logo abaixo vou continuar falando sobre isso e dar alguns exemplos:

Respondendo aos comentários – você só usa cosméticos caros!

Eu entendo que muitas pessoas pensem que eu só uso cosméticos caros. Na verdade, quem acompanha o blog desde o começo (e tem gente que me segue desde 2010, lá atrás!) sabe como eu sempre mostrei todo tipo de produto no blog, não só porque eu usava e uso esses produtos, como também recebia de algumas marcas (como Avon, Jequiti, Granado).

Depois de um tempo comecei a achar – e posso ter errado nisso mesmo – que todo mundo já conhecia aquele shampoo que tem na farmácia, e que não valeria a pena falar de uma coisa que todo mundo já está cansado de conhecer. Bobagem minha, né? Afinal, eu posso contar a MINHA experiência com aquele produto já conhecido, e que pode acrescentar alguma informação para alguém. Eu posso usar de uma maneira diferente, posso ter uma dica diferente, enfim, acabei dando mais espaço para os produtos diferenciados – muitos deles são caros mesmo – e os outros mais comuns e acessíveis acabaram ficando de lado.

Cosmético caro é bom e cosmético barato é ruim?

cosmetico caro vale a pena?

Já falei aqui no blog quando falei sobre diferença entre cosmético e dermocosmético que ninguém precisa ter preconceito com produto barato. Existe muito marketing envolvido: nas marcas, nas promessas dos produtos, nos resultados dos produtos, e no “objeto de desejo” que muitos produtos caros representam. Eu mesma já usei vários produtos de luxo como cremes da Chanel, Lancome, e não vi resultados que justificassem o preço. São bons produtos, mas não são 10x melhores que os bons dermocosméticos que eu já usei, portanto, na minha opinião, são produtos de luxo mesmo e não valem o que custam.

Por outro lado tenho vários produtos maravilhosos que compro por preços baixíssimos, como o Mira Cuticle da Avon, que é o melhor produto para cuidado das cutículas, o Gel para Pés e Pernas Cansadas Granado, o Creme Nivea, sem falar em todos os produtos Elseve, que eu nunca escondi no blog que são minha linha preferida de cuidados diários para os cabelos – uso desde a década de 90, e compro pra minha família.

Gosto de usar cosméticos caros? Claro. Sempre que po$$o, eu uso. E vocês sabem também que muitos dos cosméticos caros que eu mostro aqui eu não compro, mas recebo das marcas e lojas parceiras. E não vou deixar de mostrar o produto ou marca X só porque ele é barato ou caro – não faço essa distinção no blog. Prefiro dar minha opinião sobre tudo o que chegar até as minhas mãos, e ajudar quem estiver pesquisando a decidir se vale a pena ou não investir naquilo.

Por que um cosmético é caro?

O preço de um cosmético pode ter vários motivos. Eu listo 4:

  • Cosméticos importados tem o chamado “custo Brasil” – a importação é complicada no Brasil, taxas e impostos são embutidos nos preços e explicam a diferença de preço entre o produto no país de origem e aqui.

EXEMPLO: o Mineral 89 custa €18 – na cotação de hoje, aproximadamente  75 reais. No Brasil ele é vendido por 150,00.

  • A marca pode fazer diferenciação nos preços para se posicionar no mercado. Elas diferenciam seus preços para diferenciar seu público – é uma estratégia de marketing, e quanto a isso a gente não tem o que fazer.
  • Existem marcas que investem muito em pesquisas e estudos para inovar e trazer novas tecnologias, e isso também tem um custo. Alguns produtos são inovadores, tem alta concentração de ativos caros, e isso tem um custo. A Shiseido é uma marca mundialmente reconhecida por isso, e também por terem os melhores salários de seus funcionários. Tudo isso reflete nos preços dos produtos.
  • Alguns produtos são caros por pura enganação. Prometem milagres, fazem propagandas enganosas e quando vemos seu rótulo é o puro “feijão com arroz”. Ler o rótulo dos produtos e fazer umas pesquisas no Google pode fazer com que você não caia nessas furadas!

Eu sempre entendi que o papel dos blogs em meio a tudo isso é ajudar o consumidor a diferenciar essas coisas que eu citei. Mais uma vez, em mais um post eu repito:

Blogs não devem fazer você comprar mais. Devem ajudar a comprar MELHOR.

Por isso eu sempre considerei importante fazer minhas resenhas de uma maneira que ajude as pessoas a entenderem o produto, sua proposta, e tentar definir se vale ou não comprar o produto para usar.

Bom mesmo seria se pudéssemos cada vez mais ter amostras de cosméticos que nos ajudassem a saber sua cor (no caso de bases, protetor solar com cor), seu acabamento em nosso tipo de pele, questões de tolerância, mas quando não temos acesso a essas amostras, o jeito é perguntar pra quem a gente conhece. E de vez em quando, essas pessoas estão na internet, em blogs 🙂

Eu não faço, nunca fiz distinção de preço ou marca de produto aqui no blog. E vou continuar mostrando cosméticos caros e baratos – e vou prestar atenção nesses produtos da minha prateleira que eu sempre achei comuns demais para serem resenhados, vou colocar tudo pra jogo!

E vocês, o que pensam sobre isso?

 

 

 

 

Minha maquiagem mais cara – Conexão Carioca

Quanto custou meu ítem de maquiagem mais caro da “coleção”?

Acho que todo mundo tem algum produto, sapato, bolsa, roupa, jóia ou qualquer coisa que seja um sonho de consumo, daqueles que a pessoa promete dar a si mesma de presente quando “for rica ou ganhar na loteria” (o detalhe é que nunca joga, mas sonha em ganhar!). Pois é, eu também tenho, mas muitos deles eu considero uma grande brincadeira, pois sinceramente se eu tivesse dinheiro sobrando hoje em dia não gastaria quase nada com coisas que são caras só por terem nome ou status.

Estou falando isso tudo pois hoje o Conexão Carioca vai mostrar nossos itens de maquiagem mais caros, e eu quero aproveitar a deixa para falar não só sobre a minha maquiagem mais cara, mas também sobre essa questão do valor das coisas e nossos hábitos de consumo.

Minha maquiagem mais cara

Abri minha penteadeira e fiquei forçando minha memória para me lembrar do preço que paguei pelas maquiagens caras que eu tenho. Sim, eu tenho muitos itens de maquiagem de luxo como Dior, Chanel, Guerlain, mas nunca paguei o preço do Brasil. Eu comprava em sites internacionais ou alguém da família trazia pra mim do exterior, pois o preço brasileiro eu não teria coragem de pagar MESMO! Detalhe: eu comprava essas coisas quando estava bem ativa na arquitetura, ou seja, eu tinha mais motivos para gastar já que trabalhava muito, estava sempre em reuniões com clientes, lojas, etc, e gostava de me produzir bem. Além disso, o dinheiro “sobrava” mais para esse tipo de supérfluo, e eu me dava esse direito.

Maquiagem mais cara - Meteorites - Guerlain

O iluminador Meteorites Pearls foi um desses presentes que eu me dei, pois comprei por paixão não por necessidade. Eu tenho iluminadores que depois de aplicados no rosto tem um efeito muito mais bonito do que ele, mas não tenho iluminador mais bonito do que ele. Entenderam a diferença? Aí é que a gente entende como as marcas lidam com essa questão do sonho e do objeto de desejo, este é um excelente exemplo! Este Meteorites é caro muito mais pelo que representa do que pelo que é. A linha Meteorites é mais ou menos assim, tem embalagens maravilhosas, campanhas luxuosas, despertam um desejo enorme, principalmente em quem já ama produtos de beleza. Mas dizer que são os melhores produtos? Nem sempre!

Pra vocês terem uma ideia, eu paguei U$50,00 por esse produto, em época de dólar baixo, ou seja, bem longe dos R$305 que ele custa atualmente no Brasil. Minhas maquiagens mais caras não passam muito disso também não.

Eu já experimentei o primer Meteorites Perles, que é um desses produtos encantadores da Guerlain, e achei realmente um produto diferenciado na pele, mas fora isso já usei outros produtos da marca que eu comparo aos outros bons produtos de maquiagem que eu tenho em casa – mas realmente não tem o mesmo apelo, pois as embalagens são SURREAIS: vejam do que eu estou falando!

Maquiagem Guerlain

Isso é um sonho! Eu sou apaixonada por design e reconheço o valor dessas embalagens, sei que isso pode valorizar um produto muito mais do que a gente imagina. Tanto é que um batom que poderia muito bem custar R$60,00 custa R$150 exatamente por causa desse trabalho, que dá mais status à marca e a transforma nesse objeto de desejo para a mulherada. Eu mesma já fui um peixe fisgado por essa isca várias vezes…

Não sei se por causa de maturidade, ou se já me considero feliz e satisfeita com tudo que tenho e já experimentei tudo que eu queria, hoje eu não tenho mais impulso de comprar esse tipo de produto. Continuo apaixonada por make, valorizo muito essas marcas e continuo achando lindíssimas, viu?

Maquiagem cara é sempre boa? E maquiagem boa é sempre cara?

Tá aí uma coisa que a gente tem que pensar: não é a minha resposta para as duas perguntas. Como eu disse ali em cima, o Meteorites é um exemplo de um iluminador caro, mas não acho que seu efeito seja melhor ou mais bonito do que o similar da Eudora, por exemplo. Mas vamos combinar que não tem como negar que olhando um e outro, o primo rico da Guerlain desperta mais desejo que o primo pobre da Eudora, não acham?

Eu já tive e tenho ainda várias bases da Mac, todas compradas por ótimo preço (cerca de 70 reais, na época do dólar mais baixo), e algumas me decepcionaram bastante apesar de toda a fama. Os produtos de pele de marcas nacionais como Boticário me deixam tão satisfeita quanto alguns produtos importados e mais caros que eu tenho, então eu já desencanei mesmo de que preciso sair procurando marcas de luxo para estar bem maquiada para qualquer festa. Aliás, isso se estende para outras coisas também. Já tive minha fase de querer bolsas mais caras, sapatos de marcas badaladas, e hoje eu pondero mais sobre isso. Chega uma hora na vida que você dá um limite ao valor que quer pagar por um item, aquilo que você acha justo, e não faz questão de ultrapassá-lo. Isso sem sofrimento nenhum, vale destacar!

Por isso, apesar de ser blogueira de beleza e ficar babando em coisas lindas, ricas e maravilhosas, eu sempre tenho em mente que eu vivo num mundo real em que tenho contas pra pagar, filhas pra criar, exemplo pra dar e não saio por aí jogando dinheiro pra cima. Eu quero deixar bem claro que não julgo quem compra, pois eu entendo perfeitamente! Acho que a gente tem um tempo na vida que quer ou precisa desfrutar de algumas coisas, tudo tem seu tempo. Cada um sabe dos seus limites e tem o direito de comprar o que quiser, gastar no que quiser, tem mais é que ser feliz mesmo, e depois vai fazendo as escolhas, vê o que valeu a pena e o que não valeu e começa a definir melhor suas prioridades, pra mim isso é experiência e evolução. O que vocês acham? Fica a reflexão pra vocês também!

 

Patricia Meireles – Fuxico de Mulher

Cláudia Speroto – Usei Contei

Dafne Dias – Elfinha

 

Mulher com perfume masculino, pode? – Conexão Carioca

Mulher pode usar perfume masculino? O que você acha?

Hoje o Conexão Carioca vai falar sobre o uso de perfume masculino por mulheres: sim, não, tem regra, e se tiver, é pra seguir? Bem, cada um tem sua opinião e aqui eu vou expor a minha!

Meu perfume masculino

Mulher usa perfume masculino?

Puxei pela memória e o único perfume masculino que eu tenho é este, o One Million de Paco Rabanne. Eu me lembro quando senti essa fragrância pela primeira vez, foi amor à primeira vista  cheirada. Ele tem todos aqueles ingredientes que se sobressaem não só nas fragrâncias masculinas mas também naquelas consideradas marcantes: madeira, um forte fundo doce e quente, âmbar (bem resinado) e o único ingrediente que eu não considero unissex, que é o couro. Esse couro não deixa dúvidas: é masculino mesmo!

Enquanto algumas de vocês torcem o nariz, eu já vou adiantando: perfume é assim. Tem hora que bate com seu gosto e pronto, não tem o que discutir. Discutir o sexo do perfume nessas horas vira segundo, terceiro, quarto plano!

Claro que, como todo perfume, existem as horas e ocasiões mais apropriadas para usar. Talvez meu marido não goste que eu use um perfume masculino pra namorar. Eu entenderia perfeitamente – pois é, nunca fiz esse teste por razões óbvias – e tenho bom senso suficiente para escolher outros momentos de usar meu One Million.

Assim como o Aquolina Pink Sugar não cabe na praia, ou num velório, assim como um perfume sensual deve ser evitado em uma entrevista de emprego formal, deve-se escolher o momento adequado para usar um perfume masculino – não necessariamente por ele ser masculino, mas devido às notas mais fortes que ele pode ter – e muitos tem notas bem marcantes e diferentes do que é considerado um perfume feminino.

Pode? Não pode?

Embora “sem querer querendo” eu tenha “ditado regras” no último parágrafo, eu concordo que em perfumaria elas não mandam. Podem até existir, mas se não servem pra você, você pode ignorá-las – lembrando que deverá arcar com as consequências disso!

A nossa teimosia pode valer um rótulo. Se você vai conhecer a família do namorado com o perfume “errado” pode ser taxada com a “nova periguete” do fulano. Sogra não é fácil, hahahaha! Mas brincadeiras à parte, eu acho que tudo é válido desde que tenha a boa e velha dose de bom senso, que nunca faz mal a ninguém. Uma boa brincadeira de vez em quando é bom para sair do trivial, experimentar novidades (lembram-se do Layeringa técnica de construir seu próprio cheiro misturando perfumes?) e ser original.

Mas tudo tem a hora, o lugar, a ocasião. Aliás, se você pensar bem, isso vale para sua roupa, sua maquiagem e seu comportamento! Se o seu perfume diz um pouco de tudo sobre você, por que seria diferente?

Eu já senti alguns perfumes do meu irmão e do meu cunhado, que tem gosto fantástico para perfumes na minha opinião, e fiquei até querendo “roubar” alguns, viu? Os masculinos da Burberry e da Dior são tentadores… já sentiram?

E você, o que me conta? Já usou alguma fragrância masculina? E o namorado/marido/bophe, o que achou? Me conta sua experiência, gostaria de saber!

 

Patrícia Meireles – Fuxico de Mulher

Ana Farias – Trendy Twins

Tina Szabados – Make, Coisa e Tal

 

 

 

FELIZ 2016!

Que tal começar 2016?

Feliz 2016

Achou estranho? Eu vou explicar, calma aí.

Quis fazer este post pois eu precisava ter lido alguma coisa assim há algum tempo atrás. Eu nunca fui tão procrastinadora quanto agora, mas acho que isso é um mal do século. Sabe aquela mania de deixar tudo pra depois? Claro que não dá pra fazer isso com os compromissos imediatos, principalmente de trabalho, mas em algumas áreas da vida nós temos a péssima mania de fazer isso: deixar pra ligar para aquele seu amigo depois, deixar pra ficar mais tempo com a família depois, deixar pra fazer aquela visita depois, deixar pra começar a dieta depois – de preferência na 2ª feira.

Vai deixar pra janeiro?

Quando eu trabalhava com arquitetura minha área era arquitetura de interiores, e quando chega início de outubro todos que trabalham com isso já sabem: em outubro o ano acaba. Não adianta encomendar marcenaria, cortinas, nenhum serviço, pois tudo já está comprometido até o final do ano e só dá pra entregar em janeiro, depois das férias. Ou seja, se você não planejou o que queria antes de outubro, só deve receber no ano seguinte, e isso causa uma frustração enorme em alguns clientes que gostariam de deixar a casa pronta para o fim do ano e acham que programando em outubro estão adiantados!

Infelizmente eu deixei pra recomeçar minha reeducação alimentar tarde demais – eu já tinha começado no ano passado, lembram?

Sobre peso, corpo, emagrecimento – Parte 1

Sobre Peso, corpo, emagrecimento – parte 2

Pois é, vou ter que me esforçar de novo para voltar ao peso que alcancei no ano passado 🙁  mas olhando por outro lado se eu deixasse para janeiro é bem provável que eu teria que perder mais ainda. Então, sabe aquela história de olhar uma garrafa pela metade e achar que ela está quase cheia ou quase vazia? Pois é, estou do lado otimista, que acha que está meio cheia. Por isso, em vez de achar que estou atrasada prefiro pensar que estou adiantada. Quando janeiro chegar eu estarei no lucro (assim espero, e estou me esforçando pra isso).

Faça hoje!

E olha que quem está falando não é o maior exemplo do mundo, mas se eu pudesse falar para a Luciana do começo de 2015 era isso que eu teria falado. Curti férias e tinha ganhado só 1 quilinho…mas resolvi adiar a volta à rotina de boa alimentação e exercícios… e adiei até final de outubro. Que feio, hein?

Mas se isso serve de consolo: recomecei numa 6ª feira, não deixei pra 2ª! kkkkkkkkkkkkkkk

 

Vamos falar sobre dinheiro?

O que você faz com o seu dinheiro não é da minha conta, mas…

Eu me preocupo com isso. E vou te contar porquê.

Desde que comecei a me interessar por blogs, lá pelos anos 2007, 2008, eu vi uma oportunidade diferente de conhecer os produtos que eu via nas revistas e nos comerciais de TV. Sempre me interessei muito por revistas de moda e na mídia feminina, e sempre busquei informações em todas elas. Mas sabemos que uma coisa é o que vemos na propaganda, outra é o que vemos em casa, depois de comprar o produto. Por isso a possibilidade de ver os mesmos produtos da propaganda nas mãos (e na pele, e no cabelo) de uma pessoa igual a mim era muito interessante!
Como eu sempre tive que trabalhar muito para conseguir comprar as minhas coisas eu sempre procurei pesquisar bastante antes de comprar qualquer coisa – aliás, até hoje eu faço isso -e  nessas pesquisas descobri os blogs, especialmente os blogs femininos sobre cosméticos e maquiagens. Naquela época eu gostava muito de fazer compras internacionais e muitas vezes eu não tinha informações sobre os produtos que queria comprar, então comecei a seguir várias blogueiras e não parei mais.

Estou contando tudo isso para que vocês entendam o motivo de eu ter entrado neste mundo. Comecei o meu primeiro blog em 2010 e a minha intenção era ajudar as pessoas que tinham as mesmas necessidades que eu.
Então, se vocês estão me entendendo eu sempre usei blogs não para incentivar o consumo mas para OTIMIZAR o meu consumo. Queria comprar somente o que fosse bom para mim e deixar de comprar tantos outros que não serviriam para mim

 

Entendem a diferença? Entendem agora a minha preocupação em ver que o blog tem crescido a cada dia e que as minhas recomendações podem fazer uma pessoa comprar um produto? Isso para mim é uma coisa muito séria, eu encaro como uma grande responsabilidade. Da mesma forma que eu vejo o exemplo que eu dou para as minhas filhas e ficaria muito preocupada ao ver que uma delas fez alguma coisa errada por que me seguiu, eu me preocupo também com a influência que posso exercer sobre quem me lê e quem me segue. Não é a primeira vez que toco nesse assunto aqui, na página do blog no Facebook, ou no Instagram e espero que não seja a última, pois quero sempre reforçar isso para vocês leitores.

Sempre que eu postar sobre um produto não entendam que eu estou dizendo que vocês devem comprá-lo. A minha intenção é que vocês conheçam, comparem e analisem.

Eu considero cada leitor como uma pessoa inteligente, que tem opinião própria, capaz de ler uma informação, analisar e decidir se é bom ou não, se é necessário ou não.

 

Sempre deixo aberto o espaço dos comentários para que vocês tenham a oportunidade de trocar ideias comigo, seja para concordar ou não. Mas espero de coração que o blog possa fazer você consumir melhor, e não a ser consumista.

Combinado?

 

Dirigindo com GPS / Waze no Rio

É seguro dirigir com GPS/ Waze?

Esta semana eu não estou legal. Acompanhei o caso do casal que sofreu um ataque aqui em Niterói, vi algumas entrevistas e reportagens e fiquei pensando em quanta coisa nós enfrentamos no Brasil, que estão tão perto de nós e podem acontecer com qualquer um, a qualquer momento. Achei que poderia conversar com vocês sobre isso, pois pelo menos para nos alertar essas tragédias podem servir (embora eu gostaria muito que isso não fosse preciso…)

Conheço algumas pessoas aqui em Niterói que me acham corajosa pelo fato de atravessar a ponte e dirigir no Rio. Mas eu não sou. Pelo contrário, sou até muito medrosa, e faço tudo com muito cuidado e planejamento, ou até deixo de fazer quando não me sinto segura o suficiente. Sempre me dei muito bem com mapas, e por isso tenho uma certa facilidade de navegação mesmo antes de existirem os aplicativos e GPS, pois olhava no mapa onde precisava ir e me garantia. Mas nessa época era mais fácil, pois morava em BH e estava em território conhecido.

Dirigindo com GPS / Waze no Rio

Os cuidados que eu tomo antes de sair de casa

Vou deixar aqui alguns cuidados que todos devem tomar antes de ir a algum lugar desconhecido. Não sou especialista em segurança, mas comigo já aconteceram algumas coisas que me ensinaram a planejar melhor.

 

GPS falha, Waze falha, não confie 100%

Tenho ido ao Rio em lugares conhecidos, mas mesmo assim ligo o GPS (ou para ver como será a navegação ou, caso eu precise alterar a rota, ele já estará ligado). O GPS pode fazer rotas pelo trânsito mais rápido ou pela distância mais curta, por isso, você pode estar no caminho certo mas mesmo assim ele muda a rota. Um exemplo: no Rio, se você está na linha Amarela indo para a Barra, não precisa sair da linha Amarela, é só ir até o final. Mas se o trânsito estiver intenso o GPS sugere “atalhos” em que você sai da linha Amarela e aí pode ser MUITO INSEGURO (eu prefiro estar no caminho mais seguro, mesmo que eu me atrase). O GPS não dá informações de segurança sobre os lugares onde você vai passar, então ele pode sugerir friamente uma rota mais curta ou mais rápida passando por uma favela. E aí???

Antes de sair de casa, estude o caminho

Se você souber que irá passar por pontos de referências como Bancos, supermercados, Avenidas famosas ou bairros fica mais fácil saber se está no caminho certo ou não. Use o Google Maps (considere as rotas que ele faz, geralmente são boas) e o Street View.

 

Pare, olhe, pergunte

Se você desconfiar que está perdido, pare em algum local seguro como um posto de gasolina ou um supermercado. Estacione, ligue para alguém ou peça informações no estabelecimento.

Chame um Táxi

Nunca aconteceu comigo mas eu já tive uma ideia que posso usar em último caso: pare em um lugar seguro e chame um táxi. Converse com a atendente, explique que você precisa de ajuda e um taxista pode mostrar o caminho, é só você combinar um preço para ele te levar até aquele lugar e você vai atrás, seguindo.

 

Por último, quero só deixar a minha opinião em relação a toda essa discussão que veio a tona com o caso de Niterói.

A culpa é do aplicativo/GPS ?

Para mim, a discussão tomou a direção errada. Não interessa se o aplicativo é confiável ou não. A culpa é e sempre será do ESTADO que não me garante segurança para andar nas ruas da minha cidade. Seja de carro, a pé, ou em transporte coletivo – sair na rua não é seguro, com ou sem rota traçada corretamente.

 

Que Deus console a família Múrmura. Que Deus nos proteja.

You Look Disgusting

You Look Disgusting: vídeo de blogueira gringa é pra fazer refletir

You Look Disgusting é o nome do vídeo/campanha que a blogueira E, do blog gringo My Pale Skin, que está sendo muito divulgado pela internet e eu queria aproveitar para comentar sobre o tema aqui também.

 

Os tutoriais de maquiagem de Em poderiam ser iguais a tantos que conhecemos no YT, mas com uma diferença: como ela tem a pele bastante machucada pela acne, o antes e depois causa bastante impacto. Eu vejo isso como um trabalho muito útil, pois pode ser um incentivo, uma maneira de mostrar que a maquiagem pode ajudar a melhorar a auto estima de uma pessoa que sofre com algum problema de pele. Alguns problemas de pele como a acne, o vitiligo e o melasma não tem só efeito estético, mas atacam fortemente o psicológico.

Eu fui uma adolescente com acne, e sei bem o que é isso. Foi em uma época que não existiam as redes sociais e mesmo assim eu passei por situações bem constrangedoras, principalmente na escola. E por mais que hoje eu não tenha mais acne, eu ainda me lembro bem de algumas coisas que eu escutei naquela época. A acne passou, mas a lembrança não. Pra vocês verem como isso é sério!

Mas hoje em dia a coisa está muito pior. Na minha adolescência não havia ainda o termo “bullying”, mas o bullying já existia. Só que antes isso acontecia em um ambiente restrito, como na escola, e hoje, isso não tem mais limites por causa da internet. Já pensou em você ser o alvo dos comentários de milhões de pessoas que se sentem no direito de apontar seus “defeitos” só porque você se expôs em um vídeo no YT?

Eu não concordo com o argumento de a “blogueira tem que aguentar as críticas pois vive de se expor”. Não concordo mesmo! Por trás dessas “críticas” existe muita maldade, falta de respeito  e de limites. Para mim não há nada que justifique as frases postadas nos vídeos e nas fotos de uma pessoa que resolveu expor sua acne para mostrar um “antes e depois” da maquiagem.

-Não consigo nem olhar pra ela!

-Seu rosto é tão feio!

-Nojo! Feia! Horrível!Nojenta!

Eu adoto algumas políticas em redes sociais:

-se eu não puder falar aquilo pessoalmente, e na frente dos outros, eu não posto nenhum comentário.

-não discuto em redes sociais. Não vou perder um amigo por causa de um comentário mal interpretado. As redes sociais me aproximaram de pessoas que eu não via há muito tempo, e eu não vou usar essas mesmas redes para me afastar dessas pessoas.

-o meu comentário a respeito de alguém  diz muito mais sobre mim do desse alguém.

 

E é por causa desse último ítem que eu enxergo uma sociedade muito doente, pois os comentários das redes sociais agridem, ofendem, desrespeitam, são uma verdadeira violência virtual, e as pessoas ainda justificam tudo isso com o mesmo bordão: eu tenho o direito de dar a minha opinião.

Eu também teria esse direito se eu quisesse, mas se é para ferir alguém eu abro mão desse direito.

E você?

 

 

 

 

Maternidade: quando colocar os filhos na escola?

Minha experiência: quando coloquei minhas filhas na escola

Hoje em dia uma coisa que escuto muito quando converso com as amigas que tem filhos pequenos é o dilema de matricular ou não as crianças pequenas na escola. Vocês sabem que eu não sou pedagoga, nem professora, sou “só” mãe, mas mesmo assim acho que contar minha experiência pode ser válida pra ajudar alguém. Até porque eu acho difícil ter um certo e errado nessa história, e minha experiência é a prova disso!

Quando colocar seu filho na escola

Laura e Isabela no primeiro ano da escola <3

A influência dos nossos pais

Na minha época era comum as crianças começarem a vida escolar aos 4 ou 5 anos. Antes era mais comum o perfil da família em que só o pai trabalhava e a mãe podia cuidar dos filhos em casa, ou mesmo que os pais trabalhassem era “menos difícil” ter a figura da funcionária doméstica que tinha essa função. Hoje isso é cada vez menos comum, e as crianças estão começando a vida escolar mais cedo, muitas vezes ainda bebês.

O resultado disso é a grande dificuldade em aceitarmos essa realidade, seja pela nossa experiência ou pela influência da geração dos nossos pais, cuja maioria desaprova essa modernidade. Ouvi muitas vezes coisas do tipo:

-“Mãe que coloca filho pequeno na escola é porque quer ficar livre deles”

-“Lugar de filhos pequenos é com a mãe”

-“Crianças que vão cedo a escola ficam traumatizadas depois”

… e muitas outras “frases de incentivo” parecidas com essas.

Quando coloquei a primeira filha na escola…

Eu tinha meu escritório de arquitetura em casa, então mesmo voltando a trabalhar cedo – Laura tinha 3 meses – eu sempre pude acompanhar tudo sem sair de casa. Eu fazia o que podia, pois tinha meu trabalho, mas sempre contei com a super ajuda da família, aka mãe e irmã. A Laura foi para a escola em janeiro de 2009, com 2 anos e 3 meses, e mesmo assim escutei muita gente dando opinião de que foi cedo demais.

Ela ainda era filha única, mas sempre foi muito sociável, sempre fez amizades facilmente. No shopping ou na sorveteria ela sempre se apresentava para a primeira criança que via na frente: “oi, eu sou a Laura, qual seu nome? Vamos brincar?” E eu morria de pena de ver que ela sentia tanta falta de companhias.

Uma coisa é certa: eu a coloquei na escola aos 2 anos e 3 meses muito mais por causa dela do que por minha causa.

Como foi o primeiro dia de aula?

Eu separei toda a primeira semana de aula para ficar na escola no período da tarde, pois é normal que os pais acompanhem a adaptação dos novatos em algumas escolas. Mas no primeiro dia de aula, a Laura me deu um tchau de costas e foi pra sala.

OI????? Como assim? Eu posso voltar pra casa? A diretora até me disse que eu poderia ficar na escola, mas que pela reação da Laura eu poderia ir pra casa tranquila porque tudo estava bem. E desde o primeiro dia de aula até hoje eu penso que foi a melhor coisa que eu fiz pra ela, pois ela sempre foi feliz da vida pra escola.

Quando a segunda filha foi pra escola?

Como eu já disse no outro post sobre a gravidez, com o segundo a gente já não tem mais tanto medo. É mais expectativa do que medo.

A Isabela foi um bebê super tranquilo e saudável, mas ao contrário da irmã, que sempre foi uma maritaca, ela não falava nada. Laura falava de tudo antes mesmo de completar 1 ano, e a Isabela já tinha 1 ano e 7 meses e não falava nem “papá” e “mamá”, nada! Depois de ir ao pediatra e ao fonoaudiólogo fiquei tranquila com os diagnósticos e os conselhos: ela era normal e saudável, só precisava de estímulos específicos, coisa que ela conseguiria na escola. E ela foi matriculada em agosto de 2011, com 1 ano e 9 meses.

Confesso que até eu achei cedo demais, mas estava tranquila por causa de todos os fatores:

-os especialistas aprovaram

-eu já tinha um bom relacionamento com a escola (a mesma onde a Laura estava)

-meu marido e eu concordamos, então não interessava mais o que os outros pensavam

O resultado? A Isabela aprendeu falar tão bem que até hoje ela é a maritaca da família. Até hoje eu olho pra essa faladeirinha e brinco: ” e pensar que eu tinha medo de que ela não iria aprender a falar!”

Tem conselho? Tenho sim senhora!

Se fosse pra eu enumerar tudo que eu penso sobre quando colocar seu filho na escola, seria isso:

-Como é a rotina da criança? Ela tem amiguinhos? Ela tem lugar e hora pra brincar? Ela sente falta de conviver com outras crianças? As respostas para estas perguntas podem indicar se a escola será boa para ela.

-Por mais que você a ame, tem coisas que você não consegue fazer por ela.

-Por mais que os outros pensem e até falem isso, você não é uma péssima mãe porque decidiu matricular seu filho na escola. E nem que ser livrar dele!

-As boas escolas tem atividades excelentes para desenvolver a criança em tudo. Se você já conheceu a escola e confia nos profissionais que estão lá, saiba que seu filho estará muito feliz lá dentro.

-Filhos são uma bênção, mas não há nada de errado em você ter uma vida enquanto eles estão na escola. Pensar nisso também não faz de você a pior mãe do mundo – mas prepare-se para escutar indiretas do tipo.

-Aliás, prepare-se para escutar de tudo. Mas se os pais da criança estão de acordo as opiniões dos outros não terão importância nenhuma. Não fecho os ouvidos para a experiência dos mais velhos, mas depois de um tempo a gente aprende a confiar no que já aprendeu com eles a vida toda.

-Esteja segura da sua decisão e não demonstre pra todo mundo (inclusive pra criança) que você não sabe o que fazer. Isso evita muita “ajuda” disfarçada de “se meter na sua vida”, e seu filho, ao te ver segura, vai se sentir seguro também.

Eu conheço muita gente que nessa fase fica cheia de culpas e incertezas. Não tenho uma resposta certa pra dar a ninguém, nem pra mim, mas sou dessas que acham que no fim tudo vai dar certo pra quem ama e preocupa sempre em acertar.

Veja também: A segunda gravidez é igual a primeira?

 

 

Dermaroller – Microagulhamento – não faça em casa!

Dermaroller (microagulhamento) é procedimento para profissional!

Hoje eu resolvi fazer este post por causa da pergunta da Mônica, leitora de BH (obrigada!) a respeito do Dermaroller. Eu conhecia a técnica do microagulhamento mas sinceramente não sabia que existem pessoas comprando o rolinho conhecido como Dermaroller e fazendo isso em casa. E PIOR: estão fazendo vídeos e “ensinando” as pessoas a fazer em casa. Tempos modernos…

GENTE!!!!!! Prestem muita atenção: leiam o post antes de decidir fazer o microagulhamento em casa!!!! Leiam o post todo e tirem suas conclusões, mas já adianto que sou contra fazer isso em casa, e não aconselho a seguir as blogueiras que ensinam a fazer isso no Youtube!

O que é o microagulhamento?

Microagulhamento é um procedimento que faz microperfurações na pele (pode ser no rosto ou em outras partes do corpo) para causar microlesões, e assim estimular os fibroblastos a produzir mais colágeno para regenerar a pele.

O que é o Dermaroller?

Dermaroller é o nome comercial do rolinho usado no procedimento. Um rolinho com micro agulhas de inox com tamanhos variados mas sempre bem pequenas, variam de 0,1 a 1,5 mm de altura. Cada tamanho de agulha é indicado para um tipo de problema e uma área, que pode ser no rosto ou no corpo. Quando eu me referir ao Dermaroller neste post estou me referindo a este rolinho com as agulhas, mas existem outras marcas, ok?

Indicações do microagulhamento

Este procedimento é indicado para quem tem cicatrizes de acne, queimaduras, alguns tipos de manchas na pele, tratamento de estrias, pequenas linhas de expressão, alguns casos de flacidez.

–>Atenção: o tratamento é indicado para tratar a cicatriz da acne, não a acne!!!! Ou seja, ele não substitui um tratamento com Roacutan, por exemplo. Mas se a pessoa já fez o tratamento com Roacutan (com médico, por favor!!!), ou seja, já tratou a acne, pode fazer o procedimento para tratar a cicatriz deixada pela acne.

O microagulhamento produz efeitos semelhantes ao tratamento de laser fracionado, a diferença é o tipo de estímulo entre as duas técnicas: um usa as agulhas, e o outro, o calor do laser.

Posso fazer microagulhamento em casa?

Veja só o que deve ser levado em conta ao se fazer o microagulhamento:

-deve ser feita a assepsia total da pele e do Dermaroller, afinal de contas você fará “pequenos machucados” na sua pele, e ocorre sangramento – ás vezes visível a olho nu, mas na maioria das vezes só é visto com lupa, por isso a pessoa vê a pele bem vermelha, e na verdade ela está sangrando mas a pessoa não vê.

-a pressão aplicada varia de acordo com o objetivo do tratamento (se é cicatriz de acne, ou melhora da firmeza da pele, etc) e de acordo com a região onde é aplicado, para que não atinjam os ossos (no nariz, na testa, por exemplo)

-a recomendação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da ANVISA é de que os rolinhos não sejam reutilizados, nem no mesmo paciente. Nem a esterilização é recomendada, já que o calor destrói a ponta afiada das agulhas.

O equipamento ROLLER foi registrado na ANVISA como equipamento com agulhas associado a material de plástico descartável. Tudo que entra no país classificado como AGULHA é material de uso único e por isso deve ser descartado. 

 

-outro dia mesmo várias bijuterias vindas da China foram apreendidas por conterem resíduos tóxicos nos metais. Aí você compra pelo Ebay um rolinho que vai furar sua pele todinha?

-se você tem tendência a desenvolver quelóide, você pode piorar o estado da sua pele, por isso não deve fazer este procedimento.

-o procedimento pode causar infecções e não é indicado para quem tem histórico de herpes. Também não é indicado para quem tem diabetes! Lembre-se: há sangramento, sua pele ficará lesionada, então é uma porta aberta para a entrada de bactérias.

-aliás, pelo mesmo motivo anterior não é indicado para quem ACNE ATIVA.

 

Por que estou fazendo este post?

Quem me conhece sabe que eu tenho sérias restrições com indicações de blogueiras.  Mesmo tendo blog, preciso ter responsabilidade e não posso sair indicando o remédio que eu tomo ou a dieta que a nutricionista fez pra mim. Como arquiteta eu não indico que uma pessoa faça uma reforma sem ajuda profissional pois eu sei quais os benefícios que o conhecimento e a experiência que eu tenho pode ajudar as pessoas e evitar problemas, então eu entendo que a formação profissional não é pra ser dispensada assim, principalmente num caso como este.

 

“Ah, mas fulana fez e deu certo!”

Eu não seguiria recomendação de blogueiras para fazer microagulhamento em casa, por mais que a experiência delas tenha sido positiva. A pele dela é diferente da minha, e o problema dela é diferente do meu, e é um procedimento que envolve riscos.

“Perguntei pro meu dermatologista se posso fazer em casa e ele liberou”

Aí sim, vai nessa. Existem alguns tamanhos de agulhas que “dizem por aí” que podem ser usados em casa. Assim como os aparelhos de depilação a laser domésticos tem potência ajustada para uso doméstico, existem os tamanhos de agulhas apropriados para uso doméstico. Então se você mostrou sua pele para o dermatologista, contou seu problema, ele liberou o uso, te ensinou a usar, e você confia nele, não vejo motivos para não usar. Mas indicado por blogueira eu não usaria, repito.

“Ah, mas claro que o médico vai dizer que só ele pode fazer, ele cobra uma fortuna no consultório e não vai te deixar fazer de graça em casa!”

Em cada cabeça uma sentença, né gente? Se você acha mesmo isso, não tem confiança no médico, e tem segurança suficiente pra fazer um procedimento invasivo desses sozinha, vai nessa. E arque com as consequências depois. Eu desejo de coração que não aconteça, mas preciso avisar que PODE acontecer.

 

Este post contém a minha opinião pessoal. Eu coloco no blog aquilo que passa pelo meu crivo, o meu modo de pensar e você tem todo o direito de discordar. Eu coloquei argumentos no post que dão base à minha opinião, por isso antes de fazer o microagulhamento em casa procure argumentos que dêem base a isso também, é meu último conselho do dia.

 

O programa Bem Estar fez uma matéria interessante sobre o microagulhamento:

 

 

Você usa protetor íntimo diário?

Protetor íntimo diário faz mal? O que você sabe sobre isso?

Hoje eu resolvi fazer este post de supetão depois de ver uma campanha de protetor íntimo diário que está rolando entre blogueiras famosas. Primeiro quero deixar bem claro que não sou contra jabá, publieditoriais, nada disso. Eu acho que faz parte do trabalho das atrizes, e hoje é mais que uma realidade no mundo dos blogs. PORÉM…… vejo uma grande diferença entre o papel das blogueiras, que se dizem próximas e amigas das leitoras, que contam suas experiências e dividem as informações, e as atrizes de novela que aparecem nas propagandas.

Campanha Carefree Todo Dia - Blogueiras

Instagram da Claudinha Stocco, Priscila Paes e Niina Secrets, com os publis do Carefree Todo Dia

Deixa eu começar explicando: a Carefree lançou uma campanha de divulgação do Carefree Todo Dia, um produto que, segundo eles, é indicado para ser usado diariamente e que não provoca danos a região íntima.

Pense comigo:

Situação 1:

Você assiste uma propaganda no meio da sua novela, em que a Ivete Sangalo (só pra citar uma pessoa famosa e querida) fala que usa protetor diário todo dia, que ama e recomenda. E tem aquela musiquinha bacana de fundo.

Situação 2:

Sua amiga íntima te conta que tem usado protetor diário e que está achando ótimo. Aí, você pergunta: é mesmo? E não faz mal não? E ela te responde: não faz não!!! Você fica limpinha, se sente bem, e eu nunca tive nada. Pode usar que é bom mesmo!!! Nem tem musiquinha bacana de fundo, mas você fica curiosa.

E aí? De qual situação você vai se lembrar quando passar pela prateleira do supermercado? Do que você vai lembrar quando pegar uma embalagem e decidir se vai colocar no carrinho aquele protetor diário? Da propaganda ou da conversa com a sua amiga?

É nisso que as marcas estão apostando cada vez mais, e por isso as blogueiras – que hoje fazem o papel das amigas íntimas das pessoas, mesmo que virtualmente – tem tido tanta importância na divulgação de produtos, marcas e serviços. Estou só dando uma pincelada pra quem não acompanha o mundo dos blogs e não entende muito bem o que tudo isso pode causar, ok?

E aí, o que isso tem a ver comigo e com a minha calcinha?

Ahhhhh, tem muito. Até hoje, o que se sabe é que a maioria esmagadoras dos ginecologistas não recomenda o uso de protetor diário de calcinha, pois abafa a região íntima, pode causar o crescimento de fungos, bactérias, aumentando a chance de irritações, coceiras e desconforto. Um ou outro médico também cita o fato de que os perfumes podem causar alergia. Algumas pessoas sabem disso, mas muitas nunca ouviram falar.

O que diz a campanha do Carefree Todo dia:

A empresa alega que o material do seu produto é diferenciado, que deixa a região íntima respirar, que as fragrâncias são desenvolvidas especialmente para não agredir essa área e que são feitos testes dermatológicos e ginecológicos que comprovam isso.

Em quem você vai acreditar?

Aqui é que eu quero deixar o meu recado: como em tudo na vida, você é que escolhe. Escolhe o candidato depois de ouvir as propostas, a escola do seu filho, a comida que põe na mesa. E o que pode fazer com que você tenha as melhores escolhas é a INFORMAÇÃO. Quem pode te dar essa informação com credibilidade nesse caso? Em quem você confia? Que tipo de conhecimento ela precisa ter?

Indicar shampoo é uma coisa. Um batom, um esmalte, um perfume, um restaurante, uma loja de roupas… tudo isso é válido e quem quiser dividir comigo uma boa dica pode vir que eu tô pronta pra experimentar. Mas quando se trata de saúde, aí o papo é outro. Fiquem atentas!

Às leitoras do Mulher Sem Photoshop eu quero dizer: por favor, filtrem tudo o que leem. Às leitoras dos outros blogs eu também diria isso, mas elas não vão ler, fazer o quê…

 

Recomendo FORTEMENTE a leitura do post: Alguns toques para leitoras e blogueiras.

É sempre bom lembrar: ADO – ADO – ADO – CADA UM NO SEU QUADRADO.

 

 

 

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