Maternidade: quando colocar os filhos na escola?

Minha experiência: quando coloquei minhas filhas na escola

Hoje em dia uma coisa que escuto muito quando converso com as amigas que tem filhos pequenos é o dilema de matricular ou não as crianças pequenas na escola. Vocês sabem que eu não sou pedagoga, nem professora, sou “só” mãe, mas mesmo assim acho que contar minha experiência pode ser válida pra ajudar alguém. Até porque eu acho difícil ter um certo e errado nessa história, e minha experiência é a prova disso!

Quando colocar seu filho na escola

Laura e Isabela no primeiro ano da escola <3

A influência dos nossos pais

Na minha época era comum as crianças começarem a vida escolar aos 4 ou 5 anos. Antes era mais comum o perfil da família em que só o pai trabalhava e a mãe podia cuidar dos filhos em casa, ou mesmo que os pais trabalhassem era “menos difícil” ter a figura da funcionária doméstica que tinha essa função. Hoje isso é cada vez menos comum, e as crianças estão começando a vida escolar mais cedo, muitas vezes ainda bebês.

O resultado disso é a grande dificuldade em aceitarmos essa realidade, seja pela nossa experiência ou pela influência da geração dos nossos pais, cuja maioria desaprova essa modernidade. Ouvi muitas vezes coisas do tipo:

-“Mãe que coloca filho pequeno na escola é porque quer ficar livre deles”

-“Lugar de filhos pequenos é com a mãe”

-“Crianças que vão cedo a escola ficam traumatizadas depois”

… e muitas outras “frases de incentivo” parecidas com essas.

Quando coloquei a primeira filha na escola…

Eu tinha meu escritório de arquitetura em casa, então mesmo voltando a trabalhar cedo – Laura tinha 3 meses – eu sempre pude acompanhar tudo sem sair de casa. Eu fazia o que podia, pois tinha meu trabalho, mas sempre contei com a super ajuda da família, aka mãe e irmã. A Laura foi para a escola em janeiro de 2009, com 2 anos e 3 meses, e mesmo assim escutei muita gente dando opinião de que foi cedo demais.

Ela ainda era filha única, mas sempre foi muito sociável, sempre fez amizades facilmente. No shopping ou na sorveteria ela sempre se apresentava para a primeira criança que via na frente: “oi, eu sou a Laura, qual seu nome? Vamos brincar?” E eu morria de pena de ver que ela sentia tanta falta de companhias.

Uma coisa é certa: eu a coloquei na escola aos 2 anos e 3 meses muito mais por causa dela do que por minha causa.

Como foi o primeiro dia de aula?

Eu separei toda a primeira semana de aula para ficar na escola no período da tarde, pois é normal que os pais acompanhem a adaptação dos novatos em algumas escolas. Mas no primeiro dia de aula, a Laura me deu um tchau de costas e foi pra sala.

OI????? Como assim? Eu posso voltar pra casa? A diretora até me disse que eu poderia ficar na escola, mas que pela reação da Laura eu poderia ir pra casa tranquila porque tudo estava bem. E desde o primeiro dia de aula até hoje eu penso que foi a melhor coisa que eu fiz pra ela, pois ela sempre foi feliz da vida pra escola.

Quando a segunda filha foi pra escola?

Como eu já disse no outro post sobre a gravidez, com o segundo a gente já não tem mais tanto medo. É mais expectativa do que medo.

A Isabela foi um bebê super tranquilo e saudável, mas ao contrário da irmã, que sempre foi uma maritaca, ela não falava nada. Laura falava de tudo antes mesmo de completar 1 ano, e a Isabela já tinha 1 ano e 7 meses e não falava nem “papá” e “mamá”, nada! Depois de ir ao pediatra e ao fonoaudiólogo fiquei tranquila com os diagnósticos e os conselhos: ela era normal e saudável, só precisava de estímulos específicos, coisa que ela conseguiria na escola. E ela foi matriculada em agosto de 2011, com 1 ano e 9 meses.

Confesso que até eu achei cedo demais, mas estava tranquila por causa de todos os fatores:

-os especialistas aprovaram

-eu já tinha um bom relacionamento com a escola (a mesma onde a Laura estava)

-meu marido e eu concordamos, então não interessava mais o que os outros pensavam

O resultado? A Isabela aprendeu falar tão bem que até hoje ela é a maritaca da família. Até hoje eu olho pra essa faladeirinha e brinco: ” e pensar que eu tinha medo de que ela não iria aprender a falar!”

Tem conselho? Tenho sim senhora!

Se fosse pra eu enumerar tudo que eu penso sobre quando colocar seu filho na escola, seria isso:

-Como é a rotina da criança? Ela tem amiguinhos? Ela tem lugar e hora pra brincar? Ela sente falta de conviver com outras crianças? As respostas para estas perguntas podem indicar se a escola será boa para ela.

-Por mais que você a ame, tem coisas que você não consegue fazer por ela.

-Por mais que os outros pensem e até falem isso, você não é uma péssima mãe porque decidiu matricular seu filho na escola. E nem que ser livrar dele!

-As boas escolas tem atividades excelentes para desenvolver a criança em tudo. Se você já conheceu a escola e confia nos profissionais que estão lá, saiba que seu filho estará muito feliz lá dentro.

-Filhos são uma bênção, mas não há nada de errado em você ter uma vida enquanto eles estão na escola. Pensar nisso também não faz de você a pior mãe do mundo – mas prepare-se para escutar indiretas do tipo.

-Aliás, prepare-se para escutar de tudo. Mas se os pais da criança estão de acordo as opiniões dos outros não terão importância nenhuma. Não fecho os ouvidos para a experiência dos mais velhos, mas depois de um tempo a gente aprende a confiar no que já aprendeu com eles a vida toda.

-Esteja segura da sua decisão e não demonstre pra todo mundo (inclusive pra criança) que você não sabe o que fazer. Isso evita muita “ajuda” disfarçada de “se meter na sua vida”, e seu filho, ao te ver segura, vai se sentir seguro também.

Eu conheço muita gente que nessa fase fica cheia de culpas e incertezas. Não tenho uma resposta certa pra dar a ninguém, nem pra mim, mas sou dessas que acham que no fim tudo vai dar certo pra quem ama e preocupa sempre em acertar.

Veja também: A segunda gravidez é igual a primeira?

 

 

Reciclagem na escola

Um ótimo exemplo de reciclagem na escola!

Este ano a escola da minha filha teve uma ótima  idéia para fazermos o caderno de Para Casa das crianças. Vejam só como é simples!

Geralmente as crianças da Educação Infantil recebem as atividades em folhas de papel A4 e depois montam um “portfólio”, colando todas as folhas em um caderno. Todo ano eu tenho comprado 1 ou 2 cadernos, sendo que o 2º não chega a ser usado todo.

Este ano, a escola está aproveitando as revistas!

Reciclagem na escola

As crianças fizeram uma capa…

Reciclagem na escola

 

Reciclagem na escola

…e por dentro elas colam suas atividades diariamente!

Usando as revistas antigas a mamãe não tem que comprar caderno! 🙂

Para preservar, estou colocando numa pasta de plástico com uma etiqueta identificadora.

Escola tem que dar exemplo mesmo, gostei demais dessa idéia! Vamos espalhar por aí? Compartilhe este post para as pessoas que você conhece que trabalham na área de educação, que tal?

Beijos!!!

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