Dermatite Atópica (ou: uma mãe e muitas informações)

Dermatite Atópica (ou: uma mãe e muitas informações)

6 de fevereiro de 2014 33 Por Luciana Vilela

Sempre tive pele sensível, mas nada que chegasse perto de uma dermatite atópica. Fui conhecer o termo e tentar saber do que se trata essa “doença” (?) quando minha filha caçula apresentou os sintomas bem novinha.

Aliás, minha filha mais velha também, em algumas ocasiões, chegou a ter o diagnóstico de dermatite atópica também, mas os médicos não foram unânimes em identificar o que foi o caso dela, mas já melhorou.

Não vou dar definições científicas aqui pois não sou médica, nem pesquisadora, não conheço tão a fundo. E a proposta do blog nem é essa. Quero deixar aqui algumas experiências que aconteceram comigo acompanhando o histórico da minha filha pois acho que muitas mães podem se identificar, principalmente se estiverem se sentindo perdidas!

-já fomos a N pediatras e N dermatologistas, e muitas informações não casam. Raras exceções, em um ponto ou outro.

-uma pediatra foi taxativa: eu deveria proibi-la de comer tudo que tivesse corante amarelo ou vermelho, tudo que fosse industrializado, fora o que todo pediatra já condena: doces, refrigerantes, chocolates, etc. Eu perguntei: mas e quanto a escola? E aniversários? É comum ter um docinho, um pirulito, uma coisa fora da rotina. A resposta: quando tiver aniversário não leve, ou vá buscar a criança na escola antes de algum evento desses, o importante é a saúde dela.

Ok, eu realmente não tenho como hábito ter refrigerantes, balas, pirulitos, chips em casa, mas às vezes acontece, e eu não proíbo. Não compro refrigerante na minha casa, mas quando vamos a um aniversário minhas filhas tomam o que tiver, eu não proíbo.

Não levei a essa pediatra mais.

-outro pediatra disse que eu só precisaria tirar alguma comida do cardápio se eu perceber alguma reação e identificar que o causador é o alimento;

-dermatologista 1: use só sabonetes glicerinados (indicou o da Granado)

-dermatologista 2: nunca use sabonetes glicerinados. Só os brancos (indicou os da Nivea)

-dermatologista 3: evite sabonetes. Quando tiver alguma feridinha então, nem pensar.

De tudo o que ouvi, das opiniões que se confirmaram na prática e que não se confirmaram, ficaram algumas experiências que considero úteis:

Dermatite atópica não é alergia, mas a resposta da pele de um atópico é semelhante a alergia. O tratamento, na verdade, não é para cura, mas para conforto da pessoa: a pele pode coçar, ou dar uma sensação de queimada, ou descama, então aliviar os sintomas é dar mais qualidade de vida.

-Produtos? O mínimo. Não dá pra encher uma criança atópica de produtos. Mas 2 eu não dispenso:

Cetaphil Restoraderm: o único hidratante que passo na minha filha. Só que: quando há alguma erupção, algum machucadinho, arde, então não posso passar quando ela coça demais a pele e fica marcadinho. Por outro lado, quando a pele está hidratada, dificilmente coça.
Tem mais creme hidratante para dermatite atópica aqui no blog, leia!

 

Água termal (a da foto é Vichy, mas uso qualquer uma das 3: Vichy, La Roche e Avene). Água termal alivia demais quando a pele está com algum tipo de incômodo como ardência ou coceira. Para evitar que ela coce, eu borrifo água. Dá aquela sensação gostosa de refresco, e alivia na hora.

Só esses dois produtos eu uso com frequência, além do filtro solar quando ela se expõe ao sol. Uso os da Banana Boat, e graças a Deus ela nunca teve reação a eles.

-quando eu me mudei pra cá todo mundo (inclusive eu) ficou preocupado em como seria a reação da pele da minha filha em relação ao calor. Achei que seria o caos, mas graças a Deus não foi. Não sei se é regra ou exceção, só sei que apesar do calor a pele está ótima. Eu tenho pra mim -que ninguém me ouça – que a água do mar fez bem pra ela. Ela estava com umas manchinhas na dobra das pernas e dos braços e eu resolvi levá-la a praia em horários ótimos, em que o sol é anti-inflamatório: de 8 às 10 da manhã, com filtro solar, e ela entrava na água do mar… sumiu tudo, e está tudo bem com ela. Nenhum médico me mandou fazer isso, só fiz porque achei que seria bom pra ela, e deu certo. Claro, fiz com muito cuidado, nos horários certos, com proteção (filtro, boné).

Enfim, quero deixar um recado para quem estiver na minha situação: se você está se sentindo perdida, ouvindo informações desencontradas, parece que é assim mesmo. Normal ninguém se entender! Mas dá pra controlar, dá pra levar uma vida normal e sem stress, mas acho que a observação diária é a melhor opção, assim você consegue saber o que evitar e o que fazer, de acordo com a reação da criança. Porque se nós ouvirmos todo mundo cada hora iremos pra um lado! No meu caso, eu busquei todas as informações com os profissionais disponíveis, pediatras e dermatologistas, segui as recomendações que me atenderam, e as que não atenderam…não segui.

Que fique bem claro: eu não dispenso a ajuda de especialistas, viu? Tanto é que recorri e recorro a eles sempre! Só quis deixar minha experiência pois vejo que muitas pessoas tem muitas informações desencontradas, e acho que toda experiência bem sucedida é válida.

E você, também passa ou já passou por isso? Pode me contar nos comentários, vamos trocar ideias pois essa troca de experiências pode ajudar muito nesses casos.