Filtro físico x químico são diferentes, entenda!

Filtro solar físico ou químico, qual é o seu?

Qual é a diferença entre o filtro solar físico e filtro solar químico? Qual é o melhor? Qual é o mais indicado pra mim? Já recebi essas perguntas aqui no blog mas como não sou dermatologista não sei responder. Por isso recebi um material muito interessante que pode ajudar a tirar essas dúvidas que os leitores do blog tem, e eu também, afinal gosto de entender o assunto para escolher os produtos que eu uso. Protetor solar não se escolhe só olhando o FPS (que não deixa de ser um fator importante, mas não é o único), por isso espero que a matéria seja útil pra você!

Filtro Físico ou Químico? Tire suas dúvidas

Filtros físicos e químicos. Saiba o quanto essa informação importa no seu protetor solar

Dermatologista explica a diferença entre filtro físico (inorgânico) e químico (orgânico) no protetor solar. Bloqueando ou transformando a radiação, os filtros estão presentes nas formulações e cada um age de uma forma

Geralmente, ao escolher um protetor solar, o consumidor é guiado pelo número do FPS. Mas na formulação de um fotoprotetor, dois tipos de filtros podem ser encontrados: os orgânicos (químicos) e os inorgânicos (físicos). A dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, explica as atuações diferentes e, no caso das crianças, a indicação específica:

Filtros químicos

“Os filtros solares químicos fazem uma defesa filtrando os raios nocivos, ou seja, há uma transformação química da energia da radiação ultravioleta e a energia de baixa intensidade que atinge a pele não traz os malefícios da radiação que é potencialmente cancerígena, e com isso protege a pele também da queimadura”, explica a Dra. Claudia. A radiação quando atinge uma pele protegida pelo filtro químico, acrescenta a médica, é absorvida e sofre um processo de filtração e acaba sendo não muito agressiva, mas isso depende muito do índice que é utilizado.

Filtros físicos

De maneira geral, os filtros físicos são partículas derivadas de metais, ou óxidos metálicos, que atuam através de mecanismos ópticos, refletindo ou dispersando os raios solares. “Os filtros físicos são como uma parede de tijolos onde a luz bate e volta. Não tem absorvência, tem refletância: e com isso há um impedimento de todos aqueles danos cumulativos dos filtros químicos, que são altamente instáveis, já que na sudorese, na água do mar, a molécula fica quimicamente instável e deixa de proteger”, explica. “Os principais filtros físicos são o óxido de zinco, óxido de ferro e dióxido de titânio. A vantagem desse tipo de filtro é que são mais estáveis e penetram pouco na pele, sendo ideais para os pacientes alérgicos e com sensibilidade cutânea elevada”, conta.

Físico x químico: como escolher?

Os filtros solares inorgânicos (físicos) protegem mais contra a radiação quando ela é potencialmente carcinogênica, principalmente nos dias mais quentes — como o índice de radiação solar está muito alto. Nesses dias, essa radiação pode causar queimaduras sérias, às vezes até de segundo grau, trazendo mutações com o dano cumulativo ao longo das exposições, que na somatória (com o passar dos anos) pode se transformar em lesões como as queratoses actínicas e depois os próprios carcinomas de pele”, conta a dermatologista. “Os raios UVB e InfraRed furam o bloqueio dos filtros químicos de alguns produtos de fotoproteção e causam dano celular que, em consequência, provoca também flacidez com envelhecimento precoce da pele”, explica.

“Com relação ao filtro físico, o dióxido de titânio pode ser uma molécula natural ou micronizada, porque o dióxido de titânio quando aplicado natural deixa o rosto branco. E nas novas formulações com o ativo micronizado, ele fica fluido, quase transparente. Ele pode ser associado também ao óxido de zinco e ao óxido de ferro, então temos filtros físicos que formam uma barreira real sobre a pele, fazendo com que a radiação não seja absorvida, filtrada ou sofra processo de dispersão e sim de reflexão: ou seja, o raio bate e volta”, explica.

Fórmulas robustas

As novas formulações trazem a combinação de filtros químicos e físicos para potencializar o efeito fotoprotetor. “Os filtros solares inorgânicos assim como os químicos devem ser passados quando a pessoa está em exposição ambiental a cada duas horas, mas se houve um mergulho no mar ou na piscina, ele deve ser aplicado imediatamente. Sabemos que a característica do horário é muito importante, então se o paciente está entre 10 e 18h em exposição solar aguda, ele deve reaplicar esse filtro com maior generosidade, formando realmente uma camada filmógena, e com intervalo mais curto de reaplicação principalmente se ele estiver praticando uma atividade física e estiver em exposição ambiental, como na praia”, indica. “No caso das crianças, o melhor é optar sempre por filtros solares adequados com uma nomenclatura pediátrica, ou para crianças. São indicados produtos com filtros solares físicos e inorgânicos”, conta. Isso acontece para que não haja penetração de substâncias químicas na pele.

Afinal, qual FPS?

“Os filtros solares hoje, com relação ao novo guideline mundial, nunca devem ser abaixo de 30. O ideal mesmo para pessoas de fototipos mais claros são filtros acima de 50 para áreas nobres como rosto, pescoço, orelha, dorso das mãos e a região do colo”, conta. “Realmente sabemos que na prática aquilo que está no FPS do frasco acaba não sendo aplicado como deveria e aquele filtro que está ali não é o mesmo que está aplicado sobre a pele, porque é aplicado em menor quantidade e não é reaplicado no momento que deveria ser. Então em algum momento, a pessoa fica com uma fotoproteção muito pior, o que pode fazer com que ela sofra queimadura”, finaliza.

 

Fonte: Dra. Claudia Marçal
Dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

Jornalista responsável: Guilherme Zanette

 

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6 Comentários

  1. Loides
    fev 13, 2017 @ 11:29:26

    Pra deixar mais claro, vc poderia, por favor, colocar pra gente quais são, quero dizer as MARCAS, dos protetores físicos e químicos. Desde já, obrigada. Bjinho

    Reply

    • Luciana Vilela
      fev 13, 2017 @ 11:58:43

      Oi Loides, tudo bem?

      Fica difícil, pois uma marca pode ter os dois tipos de filtros. Sendo assim, a dica mais prática é a seguinte: veja a fórmula, se tiver algum desses ingredientes, é físico: óxido de zinco, óxido de ferro ou dióxido de titânio. Eles são aqueles que deixam o rosto mais esbranmquiçado. Geralmente os químicos, mais comuns, são aqueles que a pele absorve mais rapidamente e ficam invisíveis 😉 (olhando o rótulo não tem erro, mais fácil )

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  2. anamaria
    fev 13, 2017 @ 13:43:54

    Acabei de ler um longo artigo do Dr Lair Ribeiro sobre protetores e a necessidade de tomarmos sol. O que ele falou do protetor é que devemos nos atentar para os que têm o PPD, mais importante que o FPS e para ficar longe dos que têm a substância Methylbenzylidene Camphor.

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    • Luciana Vilela
      fev 13, 2017 @ 15:12:16

      OI Ana Maria,
      sim, já vi uma entrevista em que ele fala sobre o assunto, é muito assustador mesmo. Também concordo com ele em relação a necessidade do sol por causa da vitamina D, eu tento tomar nas pernas diariamente por causa disso.

      Reply

  3. anamaria
    fev 13, 2017 @ 15:22:20

    Não podemos abrir mão do sol e sim aproveitar o que ele têm de benéfico, abç

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    • Luciana Vilela
      fev 13, 2017 @ 15:41:04

      Eu concordo! Uma vez eu vi uma entrevista onde um médico falava sobre a carência da vitamina D que hoje é endêmica, e nós aqui com tanto sol… por isso é tão importante a informação.

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